Senado do Paraguai aprova impeachment de Peña após escândalo envolvendo o Ueno Bank
RESUMO: O Senado do Paraguai aprovou impeachment do presidente Santiago Peña com maioria superior a dois terços, encerrando uma semana de crise ligada a fraude no maior banco digital do país; Peña perde imunidade e pode ser processado.
O Senado paraguaio aprovou o impeachment do presidente Santiago Peña nesta sexta-feira, em uma sessão que superou o quórum necessário e provocou protestos na porta do Congresso; ao final, Peña perdeu a imunidade presidencial e pode ser processado criminalmente.
A decisão resulta de uma crise iniciada há uma semana, provocada pelo escândalo de fraudes no Ueno Bank, o maior banco digital do país, que atende cerca de 2,9 milhões de clientes. A quebra congelou recursos de milhões de correntistas e provocou uma onda de protestos.
Peña não compareceu ao julgamento e foi representado por advogados durante o processo.
Na quinta-feira (5), o presidente anunciou a renúncia, no mesmo dia em que a Câmara de Deputados autorizou a abertura formal do processo de impeachment. Como o Congresso precisava aceitar a renúncia, os parlamentares seguiram com o impeachment.
Peña assumiu a chefia do Executivo em agosto de 2023, com mandato até 2028. Ele é o terceiro presidente paraguaio a deixar o poder antes do fim do mandato desde o fim da ditadura de Alfredo Stroessner (1954–1989). A chegada ao poder manteve a hegemonia do Partido Colorado, que governa o país há quase 70 anos, com a exceção do governo de Fernando Lugo, deposto por impeachment em 2012.





