Bahia afirma não ter surto de mpox e reforça vigilância frente ao panorama nacional
RESUMO: A Sesab afirma não existir surto de mpox na Bahia; monitoramento ativo com 225 casos notificados em 2026, incluindo 5 confirmados, 31 em investigação e 189 descartados; vacinação dirigida a HIV/Aids é destacada, com panorama nacional de 665 casos no Brasil em 2026.
A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) informou que não há registro de surto de mpox em Salvador nem em qualquer município baiano. O cenário epidemiológico estadual permanece sob monitoramento contínuo, com equipes de Vigilância em Saúde mobilizadas para identificar, investigar e acompanhar potenciais casos suspeitos.
A atuação é realizada de forma integrada pela Suvisa (Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde), pela Divep (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Bahia) e pelo Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz (Lacen-BA). A atuação contempla o acompanhamento de notificações, a realização de exames laboratoriais e a adoção de medidas de prevenção e controle, conforme os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Em balanço divulgado pela Sesab, até 2026 foram notificados 225 casos de Mpox na Bahia. Desse total, 5 casos foram confirmados, 31 permanecem em investigação e 189 foram descartados. Entre os Locais Prováveis de Infecção (LPI) identificados, constam: 1 em Osasco (SP), 2 em Maceió (AL), 1 em Salvador (BA) e 1 em Mata de São João (BA).
Mesmo sem registro de surto, a vigilância permanece ativa e as ações de monitoramento seguem de forma ininterrupta. A Suvisa destaca a importância da identificação precoce de possíveis casos, da investigação epidemiológica e da orientação à população, conforme canais oficiais.
No âmbito nacional, dados divulgados pelo Ministério da Saúde em novembro de 2026 apontam 665 casos confirmados de mpox no Brasil no ano. O número representa uma redução de 94% em relação ao pico de 2022, quando o país contabilizou mais de 10 mil ocorrências.
Como parte da estratégia de preparação e resposta do Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério autorizou a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra mpox, por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americanana da Saúde (OPAS). A vacinação é direcionada prioritariamente a pessoas vivendo com HIV/AIDS, com esquema de duas doses, com intervalo de 28 dias, e atendimento e cadastro realizados nos centros de referência onde esses pacientes já são acompanhados.
Na Bahia, a Sesab, por meio da Suvisa, mantém vigilância epidemiológica ativa e a articulação entre os serviços de saúde para assegurar a identificação, a investigação e o acompanhamento oportuno de possíveis casos de mpox. A Secretaria reforça que não há registro de surto no estado e orienta a população a buscar atendimento diante de sinais suspeitos, além de acompanhar as informações divulgadas pelos canais oficiais.





