Casos graves de Covid-19 sobem em pelo menos cinco estados
RESUMO: Fiocruz, por meio do InfoGripe, registra aumento de SRAG no Brasil nos meses de setembro e outubro; até 2026, 171.369 casos, com 53,3% laboratoriais positivos, 36,7% negativos e 4,4% aguardando resultado.
Dados da Fiocruz, via InfoGripe, indicam que a circulação de SRAG está em ascensão entre setembro e outubro, com o conjunto de vírus analisados incluindo covid-19 entre os participantes.


Dados epidemiológicos
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG, a distribuição por vírus ficou em influenza A 4,2%; influenza B 4,7%; VSR 10,1%; rinovírus 50,1%; e covid-19 8,5%.
“No entanto, nessas quatro últimas unidades da Federação, a incidência de SRAG por covid-19 permanece em níveis muito baixos”, destacou o documento.
Entre os óbitos nesse recorte, a participação desses vírus foi de 1,3% para influenza A, 12,7% para influenza B, 3,8% para VSR, 43% para rinovírus e 24,1% para covid-19.
Ao longo de 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG, dos quais 91.420 (53,3%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 62.823 (36,7%) tiveram resultado negativo e 7.457 (4,4%) aguardavam o resultado laboratorial.
Ainda segundo Fiocruz, três estados — Roraima, Sergipe e Santa Catarina — apresentam SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Além disso, duas das 27 capitais registram atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju e João Pessoa.
Incidência e mortalidade
O InfoGripe mostra que, nas últimas oito semanas epidemiológicas, as médias semanais de incidência e mortalidade permanecem com o típico maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas.
A incidência de SRAG tem maior efeito em crianças de até 2 anos, enquanto a mortalidade é mais expressiva entre pessoas com 65 anos ou mais.





