Dólar oscila e ronda R$ 4,70 com fala do presidente do BC e cautela internacional; Bolsa cai

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O dólar opera sem direção definida e o Ibovespa recua nesta segunda-feira, 11, após as falas do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, sobre a alta da inflação acima do esperado em março. No ambiente internacional, o mercado segue cauteloso com a expectativa de novas sanções à Rússia e à espera de dados da inflação dos Estados Unidos. Por volta das 13h50, o dólar registrava queda de 0,14%, a R$ 5,702, após alternar de sinal ao longo da manhã. O câmbio encerrou a semana passada com baixa de 0,67%, a R$ 4,708. Impactada pelo pessimismo internacional, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, registrava queda de 0,9%, aos 117.253 pontos. O pregão de sexta-feira, 8, fechou com recuo de 0,45%, aos 118.332 pontos.

O salto de 1,62% em março e o acumulado de 11,3% em 12 meses do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pegou o Banco Central de surpresa, afirmou Campos Neto nesta manhã. O resultado foi o maior para o mês em 28 anos. Segundo o presidente, a maior surpresa veio por parte dos combustíveis.  ???Neste último número, grande parte da surpresa foi essa, e mais do que a surpresa em si, foi a aceleração da passagem do preço da gasolina para a bomba. Vimos uma aceleração diferente do que vinha até então???, afirmou. O presidente do BC admitiu que o número está pressionado e que a autoridade monetária foca na estabilização da variação. ???A realidade é que a nossa inflação está muito alta, os núcleos estão muito altos. Temos comunicado com a maior transparência possível o nosso processo de enfrentamento em relação a essa inflação mais alta e persistente???, disse.

No cenário internacional, líderes das relações internacionais da Europa se reúnem para debater novas sanções à Rússia. Nesta rodada, não está descartado embargos à compra de petróleo do país, o segundo maior exportador do mundo. Ainda na pauta global, nesta terça-feira, 12, serão divulgados dados do índice de preços aos consumidores nos EUA (CPI, na sigla em inglês). A expectativa do mercado é para nova alta do indicador para acima de 8%. O CPI foi a 7,9% no acumulado em 12 meses em fevereiro, o maior patamar em quarenta anos. O avanço da inflação fez o Federal Reserve (Fed) subir os juros em 0,25 ponto percentual no mês passado. As recentes pressões geradas pelos combates no Leste da Europa levaram a autoridade monetária a indicar alta de 0,5 ponto percentual nos próximos dois encontros.

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