A cidade de São Paulo confirmou, nesta quinta-feira (5/5), dois casos da subvariante ??micron XQ. Uma combinação das cepas BA.1.1 e BA.2, 98% dos casos positivos para a nova linhagem, um total de 59, foram identificados na Inglaterra e no País de Gales. Os dados são do Sistema Internacional de Classificação e Registro de Novas Linhagens – Pango.
Em Minas Gerais, entretanto, ainda não há registros da cepa. ???A Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) possui duas estratégias para monitoramento das variantes de SARS-CoV-2 no território, uma delas consiste na amostragem aleatória realizada pelo Observatório de Vigilância Genômica (OViGen-MG) em 15 regionais de saúde. A segunda consiste na seleção de amostras baseada na análise do cenário epidemiológico???, declara a pasta.
Segundo o último Boletim Epidemiológico, publicado mais cedo pela SES-MG, 570 novos casos de COVID-19 e 35 óbitos foram registrados no estado nas últimas 24h.
Entenda a ??micron XQ
Estevao Urbano, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, explica que as variantes e subvariantes do vírus surgem ao acaso. ???O vírus, naquele processo acelerado de multiplicação, pode sofrer mutações. Quanto mais multiplicações acontecem maiores as chances de mutações???, pontua.
O surgimento de mutações, segundo o especialista, acontece com frequência. Na maioria dos casos, o vírus se torna mais frágil. ???Podem, entretanto, aparecer raras mutações que dão mais consistência ao vírus???, relata. ?? o caso de variantes mais potentes da COVID-19, como a Delta e a ??micron.
???Conhecemos pouco (esta nova cepa), sabemos que o genoma é diferente, com pequenas alterações nas fita de RNA do vírus. Mas se isso vai gerar uma maior resistência às vacinas, ou maior agressividade e maior transmissibilidade não sabemos ainda???, afirma Estevão. ????? sempre bom ficar atento???, completa.
Uso de máscaras
Embora o uso de máscaras não seja mais obrigatório em Minas Gerais desde o último domingo, alguns especialistas recomendam que o acessório seja mantido em locais de pouca circulação de ar.
?? o caso do infectologista e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Unaí Tupinambás. ???Claro que sem máscaras a transmissão se dá de forma mais fácil???, alerta.
???Este fato corrobora para que vários pesquisadores e agentes de saúde pública defendam a manutenção do uso de máscaras em locais fechados até, ao menos, o final do outono ou inverno???, finaliza o especialista.
