Chico Lopes, economista conhecido por ter sido presidente interino do Banco Central, morreu nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026, no Rio de Janeiro. Aos 81 anos, ele deixa uma trajetória marcada pela construção da política monetária brasileira e pela criação do Copom, órgão responsável por definir a taxa básica de juros. O falecimento ocorreu no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, e a causa não foi divulgada pela família.
A morte foi confirmada por meio de comunicado da família. O Banco Central expressou profundo pesar pela perda de um dos nomes mais respeitados do pensamento econômico brasileiro, destacando a importância de sua atuação para a estabilidade macroeconômica do país.
Formado pela UFRJ, com mestrado pela FGV e doutorado pela Harvard, Chico Lopes lecionou na PUC Rio e na UnB e fundou a consultoria Macrométrica. Sua carreira também incluiu passagem pelo Ministério da Fazenda em 1987, além de ter sido diretor do Banco Central entre 1995 e 1998 e presidente interino em janeiro de 1999, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, Lopes esteve à frente do BC em um momento decisivo, marcado pela transição do regime de câmbio para o regime flutuante e pela intervenção para salvar bancos em dificuldades ligadas à cotação do dólar. Sua atuação ajudou a moldar o debate sobre a institucionalização de regras para a política monetária no Brasil.
O legado mais duradouro, segundo o Banco Central, foi a criação e institucionalização do Copom, órgão que conduz a política monetária com maior previsibilidade, transparência e rigor técnico, contribuindo para a estabilidade do Real e para o controle da inflação.
O velório será realizado no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro, neste sábado, 9 de maio de 2026. A cerimônia de despedida começa às 13h e a cremação está marcada para as 16h. Lopes deixa a esposa Ciça Pugliese, três filhos e sete netos, além de décadas de estudo, ensino e dedicação ao serviço público.
A morte de Chico Lopes levanta questionamentos sobre a história econômica do Brasil e o papel de visionários na construção de instituições estáveis. Compartilhe sua opinião nos comentários: qual legado de Lopes você considera mais importante para a economia brasileira?
