Pimentel defende apoio do PT a Kalil: ‘Não há por que não estarmos juntos’

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato a deputado federal Fernando Pimentel, do PT, defende o apoio de seu partido a Alexandre Kalil (PSD) na disputa contra Romeu Zema (Novo).

Para ele, o objetivo principal precisa ser construir uma grande coalizão para garantir as composições necessárias para impulsionar a pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto. O plano nacional é vencer Jair Bolsonaro (PL).

“Não há por que não estarmos juntos. O PT de Minas tem que ter a maturidade necessária para fazer essa conjugação de forças, e sob a liderança do presidente Lula realizar uma grande aliança para tirar do poder essa força retrógrada que está em Brasília e que está levando o país para o abismo”, disse Pimentel, neste sábado (2/4), em entrevista ao Estado de Minas.

Pimentel lembrou que Lula tem falado recorrentemente sobre a importância da aliança com o ex-prefeito de Belo Horizonte, a quem teceu elogios. “Considero o Kalil uma pessoa extremamente bem preparada para ocupar o governo do estado”.

No mês passado, à Rádio Itatiaia, Lula acenou positivamente a Kalil. “Se nos juntarmos, vamos ajudar o Kalil, mas certamente ele vai nos ajudar. Essa política de reciprocidade é muito necessária para que a gente possa construir uma aliança saudável, alguma coisa que seja positiva para o povo de Minas Gerais, seria uma ajuda mútua”.

Como mostrou ontem o Estado de Minas, uma das condicionantes para o apoio do PT a Kalil é a candidatura do deputado federal Reginaldo Lopes ao Senado. Neste momento, o partido não abre mão da ideia, que tem o aval de Lula. Apesar disso, o PSD de Kalil tem Alexandre Silveira, que vai tentar ser reeleito senador.

Os petistas estudam formas de, eventualmente, apoiar o ex-prefeito, mas garantir a participação de Reginaldo na corrida por um assento no Congresso.

O PT tem avançado nas conversas sobre formar uma federação de partidos ao lado de PCdoB e PV. Hoje, o deputado estadual Agostinho Patrus, favorito para ser o vice de Kalil, deixou os verdes para ingressar no PSD.

O movimento pode acabar facilitando a articulação petista. Com Agostinho fora da federação, será possível, por exemplo, lançar Reginaldo Lopes ao Senado de forma avulsa e, paralelamente, oferecer uma espécie de apoio informal à candidatura de Kalil ao Palácio Tiradentes.

Pimentel reforça pré-candidatura à Câmara

Um dos propósitos da federação partidária é construir uma bancada numerosa de deputados a fim de garantir governabilidade a Lula em caso de vitória na eleição. O ex-presidente tem “convocado” alguns nomes de confiança e incentivado a candidatura deles ao Congresso Nacional. Pimentel, por exemplo, deve tentar ser deputado federal.

“Acreditamos que as experiências que adquiri como secretário de Fazenda de Belo Horizonte, vice-prefeito, prefeito, ministro no governo Dilma e governador do estado serão importantes no futuro governo Lula. Portanto, sou pré-candidato a deputado federal na próxima eleição”, explicou..

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