Jovem que teve barriga aberta em praia defende namorada: ‘Fomos roubados’

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O jovem que acordou com a barriga aberta em uma praia de Guarapari, no Espírito Santo, se pronunciou sobre o ocorrido, pela primeira vez, em vídeo publicado no domingo (1º). O caso aconteceu no dia 16 de janeiro e se popularizou nas redes sociais após internautas apontarem que a namorada, estudante de medicina, foi a responsável pelo grave ferimento. Uma investigação da Polícia Civil confirmou a versão.

Gabriel Muniz, entretanto, afirma que ela não é a autora do crime e alega que os dois foram vítimas de um roubo. Lívia Lima Simões Paiva Pedra, de 20 anos, é ré perante a Justiça. Segundo a polícia, o casal estava sozinho na Praia do Ermitão.

“?? óbvio que minha namorada não tem nada a ver com isso, ela, assim como eu, é vítima desse acontecimento e fica claro que tinha uma terceira pessoa ali que fez isso com nós dois […] A gente foi roubado, isso é óbvio, é um fato. Infelizmente isso parece que não foi nem levado em conta, foi roubado de mim um celular e uma caixinha de som, e a minha namorada tinha na bolsa dela R$ 80, que foram deixados eu acho R$ 4 ou R$ 6 espalhados na areia”, disse o rapaz no vídeo.

Gabriel argumentou que ela também acordou com ferimentos e que há um local do Parque Morro da Pescaria que não é registrado por câmeras, por onde o agressor do casal teria fugido.

“Lá é um parque aberto, com entradas pela região da mata e das pedras, além de uma portaria, que foi por onde a gente entrou, que conta com duas câmeras que ficam só no início. Estão mostrando nas reportagens que é como se fosse o único acesso, mas não estão levando em conta outras possibilidades, que abrange a que provavelmente a terceira pessoa fugiu. […]  Facilmente quem fez isso fugiu pelas pedras ou pela mata”, defendeu.

Gabriel disse lembrar de ser golpeado e, no mesmo momento, ver a namorada deitada a cerca de 10 metros dele.

“Fora que o cirurgião facial que me operou disse que não era possível ter aquelas lesões no rosto que tivessem sido causadas por uma pessoa de 1,60m e 48kg, mas apenas por um objeto contundente e com os punhos. Quem fez as lesões provavelmente foi uma pessoa canhota, já que elas se concentram na parte direita do rosto”.

Investigação policial

O delegado Franco Malini, responsável pela investigação, diz que o corte provavelmente foi feito com um caco de vidro. “Um dos elementos que nos levaram a concluir é uma ligação que ela fez com a própria mãe. Tinha combinado um horário, porem não retornou. A partir de então a família começou a procurá-la. Somente 2h20 da manhã a mãe conseguiu contato com ela, ela atendeu, e foi quando a mãe relata que escutou a voz da filha, apenas, durante 50 minutos de ligação, e em alguns momentos escuta o rapaz falar ‘Praia do Ermitão’ e deduziu onde estavam”, diz.

O tipo de corte na mão da namorada sinalizava que ela teria realizado o ataque, não sendo ferimentos de defesa. “Apenas duas pessoas estavam no local e, de acordo com a legislação, devem colaborar com as investigações. Ambos dizem não se lembrar do que ocorreu”, diz o delegado.

Ele acrescenta: “O segundo ponto são as lesões que a menina apresenta na mão, lesões típicas de corte. Ela possivelmente deu soco no rosto do rapaz e fez o corte na barriga, por conta do corte que tem na mão”.

Os dois confirmaram para a polícia que usaram “quadradinho”, que seria LSD. Após isso, dizem que alucinaram e não se lembram do que aconteceu. Quando acordaram, ele estava com a barriga aberta.

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