Lula-Kalil: Reginaldo diz que ‘ninguém pediu’ sua saída da briga ao Senado

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Com o avanço das negociações para uma aliança entre Alexandre Kalil (PSD) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entra em campo o deputado federal petista Reginaldo Lopes. Ele foi indicado pelo presidenciável de seu partido para conduzir as tratativas e finalizar as conversas sobre a união aos pessedistas. Nesta terça-feira (17/5), Reginaldo disse que, até o momento, não foi consultado sobre a possibilidade de desistir de tentar ser senador da República.

“Vamos tentar um desenho [para o palanque]. A priori, ninguém pediu para eu retirar minha candidatura”, afirmou, ao Estado de Minas.

As discussões sobre o Senado impediam evolução nas conversas entre PT e PSD. Isso porque, apesar de os partidários de Lula defenderem Reginaldo, o partido de Kalil quer trabalhar pela reeleição de Alexandre Silveira. Veio, então, a proposta para os petistas ficarem com o posto de vice, na vaga de Agostinho Patrus (PSD), presidente da Assembleia de Minas.

 

“Não há nada resolvido. O que tem de novo é que o PSD ofereceu ao PT a candidatura de vice. Lula me chamou e pediu para coordenar o processo, fazer o desenho da chapa A partir dessa convocação, vou começar as conversas. Não há nada formatado”, assegurou Reginaldo.

O EM apurou que Agostinho Patrus já avisou à bancada estadual petista que abre mão de ser o vice de Kalil. E, ao encontro da fala de Reginaldo sobre não haver pedido para a retirada da pré-candidatura, há quem defenda palanque duplo de senadores, com o deputado do PT e Alexandre Silveira. Houve, inclusive, consultas à Justiça Eleitoral sobre a viabilidade de construção do tipo.

Segundo Reginaldo, os detalhes do cordão em torno de Lula e Kalil devem ser definidos em duas semanas.

Líder da oposição a Zema pode ser o vice

Dentro da costura que entregaria ao PT o vice-candidato de Kalil, surgem nomes como o do próprio Reginaldo Lopes e, também, de André Quintão, deputado estadual e líder da oposição ao governador Romeu Zema (Novo).

Ontem, ao anunciar que Reginaldo tocará as conversas sobre Lula e Kalil, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, revelou que ele será o coordenador da campanha presidencial do partido em Minas.

A despeito de Reginaldo assegurar que não recebeu nenhum pedido para deixar a pré-candidatura, interlocutores ouvidos pela reportagem apontaram a fala de Gleisi como sinal de que o PT pode não ter nome próprio ao Senado.

Na semana passada, antes de haver avanço nas articulações nacionais, a Executiva estadual do PT chegou a convocar uma reunião para reafirmar a pré-candidatura do parlamentar.

 

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