Uma aula pública com assembleia, prevista para às 10h de hoje, deverá marcar o início da greve dos professores das escolas particulares de Belo Horizonte. Na semana passada, a categoria rejeitou mais uma vez a proposta de reajuste salarial feita pelos estabelecimentos de ensino privados.
A paralisação deve ocorrer também em instituições de 400 cidades do interior mineiro abrangidas pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) . Algumas escolas negociaram reposições salariais individualmente com seu quadro de profissionais e emitiram comunicados informando que não haverá paralisação.
Os professores reivindicam uma recomposição salarial de 19,7%, acrescida de 5% de ganho real, além das perdas inflacionárias, além da manutenção de direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), regulamentação do trabalho virtual, entre outros pontos de valorização profissional. De acordo com os docentes, a oferta das escolas é de 5% de reajuste para profissionais do ensino básico e 4% para os de ensino superior
Ontem, a presidente do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sindpro), Valéria Morato, confirmou a paralisação e a realização da aula pública, usada como forma de protesto da categoria. ???Estamos recebendo confirmação de presença na assembleia de muitos professores???, disse Valéria Morato. Além da aula pública, estão programadas ainda uma manifestação na porta do sindicato patronal, amanhã, às 14h30, e uma nova assembleia, na quarta-feira, às 10h, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Por sua vez, o presidente do Sindicato das Escolas Particulares (Sinep/MG), Winder Almeida Souza, afirma que não há motivos para a paralisação, já que um reajuste está sendo negociado. ???Temos uma reunião marcada entre os sindicatos, as maiores escolas já conseguiram dar o reajuste. Então, é uma greve sem motivo. Vemos que o profissional hoje sabe da realidade e por isso não adere. Durante a negociação, não se faz greve???, defendeu o presidente do Sinep.
Na tentativa de frear o movimento, no fim da semana passada, instituições se anteciparam à definição da entidade patronal e negociaram individualmente com seu quadro de professores reposições da inflação com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). No entanto, Valéria Morato sustenta que a greve é necessária porque esses reajustes teriam sido dados a título de ???antecipação, que pode ser retirada a qualquer momento???.
