Lula e Kalil: suspeitos de ataque não mostraram autorização para usar drone

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Uberlândia – Os três suspeitos de operar o drone que jogou o que se pensava ser fezes nos apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nessa quarta-feira (16/6), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, não apresentaram autorização para controlar o equipamento. Eles chegaram a ser detidos pela Polícia Militar, mas foram liberados depois da assinatura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A corporação afirmou que, hoje, não surgiram novidades sobre o ocorrido.

O trio precisará comparecer ao Juizado Especial Criminal de Uberlândia (Jecrim) em data a ser marcada para um interrogatório. O ataque ocorreu no fim da tarde, horas antes de Lula subir em palanque montado no estacionamento do Centro Universitário do Triângulo (Unitri) para discursar ao lado de Alexandre Kalil (PSD), pré-candidato ao governo. Para alvejar os militantes que esperavam o comício, o bando recorreu a um drone pulverizador, utilizado em lavouras agrícolas.

A agressão deixou marcas similares às de fezes nas roupas de alguns. Um odor que, misturava estrume e urina, pôde ser sentido após o ataque. A organização do evento chegou a espalhar um produto de limpeza para diminuir o impacto.

Embora testemunhas tenham relatado um ataque de estrume, os homens apontados como responsáveis pelo delito afirmaram ter usado uma substância espalhada nas plantações para atrair moscas.

Logo após a passagem do drone pelo espaço aéreo da Unitri, pessoas que esperavam o discurso de Lula seguiram o trajeto do objeto. O grupo, então, percebeu que o pouso havia ocorrido em um condomínio vizinho à universidade.

Primeiro, a polícia prendeu um dos suspeitos do ataque. Depois, outros dois homens foram detidos.

‘Gostam de cocô e xixi’, diz Kalil

Ao conversar com o público que assistiu ao ato em Uberlândia, Kalil se desculpou pelo ocorrido e criticou duramente os autores da ofensiva.

“Minas Gerais não recebe ninguém dessa maneira. Isso, aqui, é muito novo. Sabemos receber com bom café e pão de queijo. Eles mandaram o que gostam: cocô e xixi”, disse.

Lula, por sua vez, chamou os responsáveis pelo crime de “canalhas”.

“Um canalha que coloca drone para jogar sujeira em cima de homens, mulheres e crianças não é um ser humano normal”, protestou. “O que vimos aqui não pode ser de um ser humano normal. Nunca fiz um inimigo no país. A prova disso é que (Geraldo) Alckmin foi meu adversário em 2006; em 2022, será meu vice. Ele é um democrata”, emendou.

Apesar das reações contrárias ao ataque, houve deboche por parte da deputada federal Alê Silva (Republicanos-MG). Jogaram caca e xixi nos apoiadores do para sempre condenado? Acredito que carteiras de trabalho teriam tido efeito mais devastador”, escreveu ela, nas redes sociais, em texto acompanhado por emojis de risadas.

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