De ‘portas abertas’ para Ciro, Tebet diz que é preciso ‘falar menos de Lula e Bolsonaro’

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A senadora Simone Tebet (MDB-MS) e o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), mostraram civilidade no último sábado durante as comemorações do 2 de Julho, em Salvador, e se cumprimentaram ao longo do cortejo cívico. Pré-candidatos à Presidência, ambos buscam viabilizar suas candidaturas ao surfar na onda da “terceira via”, adotando discurso contra a polarização “Lula-Bolsonaro”. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar nesta terça-feira (5), Tebet fez afagos a Ciro e disse que as “portas estão abertas” para o diálogo.

 

“Eu gostaria de reforçar isso: Ciro e eu representamos o mesmo lado da história, a defesa da democracia. Ambos temos consciência que os problemas urgentes não serão resolvidos no bate boca e soluções simplistas. […] Estamos dialogando e conversando, não é simples, temos uma pauta econômica diversa, eu sou mais liberal, ele tem uma visão diferente de como tirar o Brasil dessa situação econômica. As portas não estão fechadas e muita coisa vai rolar, precisamos falar menos de Lula e Bolsonaro e falar mais de Brasil. Ciro e eu temos mais coisas que nos une do que separa e o tempo dirá. Política é dinâmica”, disse a senadora durante o bate-papo.

 

Simone Tebet também comentou uma possível união de partidos em busca de uma frente única contra a polarização, a chamada “terceira via”. “A política tem seu tempo, esta é a beleza da democracia. Os partidos tem o tempo para fazer as composições, nada vem de cima pra baixo”, sinalizou.

 

“Desde outubro faço parte desse movimento, tínhamos oito pré-candidatos, muitos ficaram pelo caminho. Até que chegou a eu e [João] Doria, e uma pesquisa qualificante me mostrou que eu sou a mais forte para furar essa bolha, não sou tão conhecida mas sou a menos rejeitada. E nós queremos outros partidos, vamos conversar com o Podemos. A população precisa de alternativa, não dá mais para olhar para o passado. Triste Brasil que tem que escolher entre a corrupção do petrolão e a corrupção da educação, no MEC”, disse Tebet em referência a escândalos que marcaram o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais recente o do presidente Jair Bolsonaro.

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