Moraes ordena que rede social exclua vídeo com mentiras sobre Ciro Gomes

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O ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, nesta quinta-feira (14/7), a retirada de um vídeo que circula no aplicativo de mensagens Telegram com conteúdo falso sobre o pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT). O vídeo, publicado em um canal bolsonarista, constrói fake news sobre o envolvimento do ex-governador do Ceará com líderes de facções criminosas.

O material foi divulgado em um canal chamado Super Grupo B-38 Oficial, administrado por Marcos Koury Barreto. O PDT afirmou que o vídeo é uma montagem com recortes fraudulentos. “Diálogo falso entre o presidenciável Ciro Gomes e um suposto líder de facção criminosa, montado através de recortes de áudio e vídeo fraudulentos, bem como a fotografia do pré-candidato, induzindo os eleitores à crença falsa e execrável de existência de relação do pré-candidato com os crimes cometidos pelas referidas facções???, disse a sigla.

Segundo Moraes, o conteúdo do vídeo foi desmentido em diversos veículos de comunicação, “restando assentado tratar-se de montagem que alterna trechos de conversas de integrantes de organização criminosa, obtidas pela Polícia Federal em 2019, com fragmentos de entrevista concedida pelo pré-candidato em setembro de 2019”.

Moraes determinou que o dono do canal “proceda à imediata remoção do vídeo publicado no grupo”, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. O ministro ainda ordenou que Barreto exerça o controle sobre o conteúdo veiculado para evitar a realização de novas postagens do vídeo, também sob punição de R$ 15 mil.

Falta de controle

Com regras de funcionamento menos rígidas, o Telegram atrai extremistas banidos de redes como Facebook, Twitter e YouTube. A plataforma permite conjuntos com 200 mil pessoas, além de compartilhamento irrestrito. O presidente Jair Bolsonaro (PL) abraçou com entusiasmo a rede. Com mais de 1 milhão de inscritos, o chefe do Executivo é bastante assíduo e compartilha diariamente vídeos, pronunciamentos e andamento de propostas em todas as esferas do governo.

A rede também atrai pessoas interessadas em espalhar notícias falsas e disseminar conteúdo violento. Em março, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio da plataforma no país pelo descumprimento de medidas judiciais. A rede reestabeleceu a legalidade da operação no Brasil após se comprometer com a Justiça a combater a desinformação e canais suspeitos.

 

 

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