Irmão de petista assassinado discorda de conclusão da Polícia Civil: ‘Foi um crime político’

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Luiz Donizete Arruda, irmão do tesoureiro do PT morto em Foz do Iguaçu há uma semana (relembre aqui), discordou da conclusão do inquérito da Polícia Civil do Paraná (PC-PR) nesta sexta-feira (15), que descartou crime político no assassinato de Marcelo Arruda. As declarações foram feitas em entrevista à emissora de TV paranaense RPC.

 

“Foi um crime político porque ele [Jorge Guaranho, bolsonarista que matou Marcelo] viu uma decoração que era de esquerda, que tinha a imagem do ex-presidente [Lula], e que caracterizava uma simpatia do PT do meu irmão, e que era um adversário, enquanto eram pessoas de bem”, afirmou Luiz Donizete.

 

O irmão de Marcelo Arruda também fez menção à versão da defesa de Jorge Guaranho, que alega que o conflito começou quando o policial apoiador do presidente Bolsonaro fazia uma ronda no clube onde o crime aconteceu, no final da noite do dia 9.

 

“E outra coisa: situação de uma ronda. Se o cara vai fazer uma ronda no local, chega lá e está tudo tranquilo, são pessoas de bem, as pessoas não estão vandalizando, não tem briga, não tem discussão, o que um cidadão normal faz? Manobra seu veículo e vai pra casa […] Mas como era uma decoração adversa ao viés político dele, ele resolveu tirar satisfação com os convidados, inclusive com meu irmão”, analisou Donizete.

 

Jorge Guaranho foi indiciado, nesta sexta, por homicídio duplamente qualificado. Entretanto, a delegada do caso descartou que tenha havido motivação política para o crime (saiba mais aqui).

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