Justiça mantém indenização à família de dançarino morto no Rio

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O governo do estado do Rio de Janeiro terá que pagar R$ 250 mil à família do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, morto durante operação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em 2014, na favela Pavão-Pavãozinho. A decisão, divulgada nesta segunda-feira (1º), é da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ), que rejeitou o recurso do governo do estado contra a sentença.ebcebc

Na época, Douglas trabalhava na Rede Globo como dançarino do programa Esquenta, apresentado pela atriz Regina Casé. Em sua apelação, o estado não contestou a obrigação de indenizar os familiares da vítima, mas pediu a redução do valor arbitrado pelo dano moral, como também a exclusão da condenação ao pagamento das despesas do funeral.

Os desembargadores concluíram por manter o montante estabelecido na sentença de R$ 100 mil para a mãe, Maria de Fátima; R$ 100 mil para a filha, Laylla Ignacio, e R$ 50 mil para Bruna Leal, sobrinha de Douglas, com quem ele também morava.

Tudo devidamente atualizado com juros e correção.

A decisão também estipulou, a título de pensão mensal, que a mãe e a filha dividirão, na proporção de 50% para cada uma, o correspondente a dois terços do salário recebido em vida por Douglas.

O jovem foi morto em 22 de abril de 2014, durante um tiroteio envolvendo policiais na comunidade, o que gerou diversos protestos à época.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Mounjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, mira um suposto esquema de importação irregular e venda de tirzepatida — conhecida como...

Lava Jato: executivos são condenados a até 14 anos de prisão por fraude em licitações

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros envolvidos em contratos fraudados com a Petrobras, em uma etapa remanescente da...

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Monjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta investiga a venda de Monjaro paraguaio e resultou na apreensão de 22 ampolas de tirzepatida, além de celulares, seringas, embalagens...