STJ e TJ-BA firmam acordo para expandir cota para mulheres vítimas de violência

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) firmaram, na última segunda-feira (15), um acordo de cooperação técnica para assegurar na corte baiana cotas para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em contratos de serviços contínuos. 

 

A reserva de vagas foi implantada no STJ, em maio de 2022, no âmbito do Projeto Transformação – a iniciativa é pioneira no Poder Judiciário brasileiro. A parceria foi assinada pelo presidente do STJ e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Humberto Martins, e pelo presidente do TJ-BA, desembargador Nilson Soares Castelo Branco, em cerimônia no gabinete da Presidência da corte superior. 

 

O acordo prevê o compartilhamento entre as duas cortes de informações e experiências relativas às cotas para a contratação de colaboradoras em situação de vulnerabilidade econômica decorrente de violência doméstica.? Segundo o ministro Humberto Martins, a cooperação e o diálogo entre os tribunais brasileiros podem oferecer relevante contribuição para o enfrentamento à violência contra as mulheres e para a promoção dos direitos humanos.

 

“Estamos trabalhando de mãos dadas com os tribunais brasileiros nas mais variadas áreas de atividade por uma prestação jurisdicional rápida, eficiente e de qualidade, democratizando o acesso à Justiça “, declarou o presidente do STJ.

 

O presidente do TJBA, desembargador Nilson Soares Castelo Branco, destacou a importância da adoção de políticas afirmativas no contexto institucional do Poder Judiciário como meio para ampliar a consolidação dos direitos humanos no Brasil. “Compreendemos que o Poder Judiciário sai de uma posição passiva para desenvolver uma política institucional sem perder a sua imparcialidade”, afirmou.

 

O presidente da corte baiana participou da solenidade de oficialização do acordo ao lado da desembargadora Nágila Maria Sales Brito e do desembargador Lidivaldo Reaiche Raimundo Britto, ambos integrantes do TJBA. A desembargadora Nágila Brito acompanhará a implementação no tribunal baiano das cotas para mulheres vítimas de violência doméstica em contratos terceirizados. “Lutamos para que as mulheres sejam empoderadas, em especial, na parte financeira, para superar o ciclo de violência”, comentou.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

OAB-BA lança observatório para fiscalizar candidaturas femininas nas eleições gerais

A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia (OAB-BA) lançou o "Observatório das Candidaturas Femininas nas Eleições 2022 da Bahia" para acompanhar...

TSE proíbe Bolsonaro de usar imagens do 7 de Setembro em campanha

O ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, na noite deste sábado (10), que o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o...

Ana Patrícia critica curto tempo de campanha da OAB-BA para vaga de desembargador do TJ

A ex-vice-presidente da  seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), Ana Patrícia Dantas Leão, criticou o curto tempo dado pela instituição...