Blood play: veja como funciona o fetiche de quem tem tesão por sangue

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A clássica cena no estilo final girl dos filmes de terror, em que a protagonista sobrevivente está coberta de sangue após lutar por sua vida, pode significar algo além de um conceito para algumas pessoas: tesão. Blood play (em tradução livre, jogo de sangue) é o termo usado para nomear o fetiche sexual por incluir sangue nas práticas sexuais.

Também chamado de hematolagnia, o fetiche pode ou não fazer parte do universo BDSM – enquanto em alguns casos o apelo estético é o que conta e pode ser usado sangue falso para brincar, em outros o que desperta excitação é “tirar sangue†da parceria, em meio a uma dinâmica de dominação e submissão.

Antes de qualquer coisa, é sempre importante ressaltar que, quando se trata de prazer e fetichismo, tudo é válido, desde que mutuamente acordado e que esteja dentro dos parâmetros de são, seguro e consensual. Contudo, há sempre que se observar a linha tênue que separa o prazer saudável dos riscos à saúde.

No caso do blood play, quando se fala de sangue real, é indispensável que se tome todas as precauções para evitar possíveis contaminações. “O sangue pode trazer alguma carga viral, tanto no contexto de ISTs quanto de uma inflamação ou infecção. Logo, é preciso ter uma consciência de que todos os envolvidos estão saudáveis, se não pode ser uma prática prejudicial à saúde da pessoa que se abriu tão intimamente para um contato como esseâ€, explica Alessandra Araújo, psicóloga e sexóloga.

Dentro deste fetiche podem estar incluídos outros, mas existem outras formas de conseguir o apelo estético sanguinário, e um deles é o período menstrual.

“Muitos casais aproveitam e adoram transar no período menstrual não só por uma maior sensibilidade da mulher, mas também pela ‘bagunça’ proporcionada pelo sangue. Há quem tenha preferência em fazer sexo desta formaâ€, pontua a especialista.

É saudável? Apesar do mundo fetichista ser muito vasto, é preciso estar atento a “bandeiras vermelhas†que podem identificar a mudança de um fetiche para um transtorno parafílico. Um destes sinais é quando a pessoa passa a só conseguir se excitar com este estímulo, sem conseguir ter tesão ou engatar comportamentos sexuais que não envolvam essa especificidade.

Portanto, mudanças e dificuldades nas interações sociais – desde as amorosas até as familiares, de trabalho ou de amigos – por conta desse fetiche podem indicar algo de errado. Neste momento, o melhor é procurar tratamento.

“Existem algumas pessoas que acabam depositando muito energia sexual em cima do fetiche, e esta é a hora de fazer um balanceamento. Na psicoterapia, temos ferramentas para tratar estas questões, além de buscar saber de onde veio e por que saiu de controle. Existem casos, inclusive, que se esse impulso estiver relacionado à ansiedade, é necessário lançar mão de medicamentos psiquiátricos para trazer este controleâ€, explica.

The post Blood play: veja como funciona o fetiche de quem tem tesão por sangue first appeared on Metrópoles.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Cacique Raoni continua internado em UTI no Mato Grosso

Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTubeLucas RamosO cacique Raoni Metuktire, 94, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dois Pinheiros, em...

Em último jogo antes da convocação, Neymar chora durante Hino Nacional. Veja vídeo

Obrigado pelo requerimento detalhado. Para seguir todas as instruções e entregar o texto exatamente como você quer, preciso do texto original completo (não...

Hugo Motta sinaliza votação da escala 6×1 no mês de maio: “essa matéria não pertence a um partido, mas pertence ao país”

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, confirmou que a votação do projeto que reduz a jornada de 44 para 40 horas...