CDL/BH: mais de 90% dos belo-horizontinos vão presentear no Natal

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Nove em cada dez belo-horizontinos vão presentar alguém neste Natal, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/BH). A pesquisa feita pela entidade aponta, ainda, que o gasto médio esperado é de R$ 123 por presente e que cada consumidor pretende comprar quatro, em média. 

 

A projeção indica uma injeção de R$ 2,42 bilhões na economia da cidade. Os comerciantes estão otimistas com o cenário, e 62,2% deles esperam vendas melhores que em 2021. Os demais esperam que o volume seja o mesmo (29,6%) ou inferior (8,2%).

 

Os produtos preferidos para presentes, segundo os consumidores entrevistados, são roupas (54,5%), brinquedos (42,3%), acessórios (28,6), calçados (22,8%) e cosméticos (19,6%). A maioria pretende comprar à vista (65,1%), e pela internet (35,1%). As lojas de rua tem a preferência de 30,9% dos moradores da capital, seguidas pelos shoppings (29,3%).
 

Leia também:  Ceia de Natal fica até 38% mais cara em BH 

 

Divergência

O Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis (Ipead) da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG publicou a pesquisa ‘Pretensao de compra para o Natal’ com dados divergentes da CDL/BH.
Segundo a pesquisa, 62,86% dos moradores da capital pretendem presentar alguma pessoa – mais do que em 2021. E o valor médio a ser gasto por presente é de R$ 94, o mesmo valor levantado em 2020.
Dos entrevistados, 48,48% pretendem dar presentes acima de R$ 100 este ano. Já 35,40% disseram que pretendem gastar um valor superior ao do ano passado.
A pretensão de compra geral para novembro registrou uma alta de 13,93 pontos, segundo o Ipead. Os itens mais citados como preferidos para as compras no mês foram vestuário e calçados (21,90%), turismo (8,10%) e veículos (8,10%).
Ainda assim, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) ficou em 41,93 pontos em novembro, o que reflete um pessimismo. Apesar da melhoria da expectativa sobre a situação econômica do país (aumento de 6,06 pontos), a inflação (-3 p.) e o emprego (-8,3 p.) voltaram a preocupar os belo-horizontinos.
 
*Estagiários sob supervisão do subeditor Eduardo Oliveira 

 

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