Empresário bolsonarista que convocou atiradores para a posse de Lula é preso pela PF

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A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira (6) o empresário, identificado como Milton Baldin, que promoveu atos golpistas em apoio a Jair Bolsonaro (PL) e convocou atiradores e caminhoneiros para evitarem a diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília.

Em vídeo que circula nas redes sociais, Baldin aparece em um palco improvisado discursando para manifestantes no local. Na fala, o empresário convocou CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores) para comparecerem a Brasília. O empresário também citou a data da diplomação de Lula – que, anteriormente, estava agendada para acontecer no dia 19 de dezembro e foi remarcada para o dia 12.

“Queria também pedir aos CACs, os atiradores que têm armas legais… Hoje, nós somos 900 mil atiradores. Venham aqui mostrar presença. Se nós perdermos essa batalha, o que você acha que vai acontecer dia 19? Vão entregar as armas e o que eles vão falar? ‘Perdeu, mané’”, disse.

Baldin ainda afirmou que a bandeira nacional poderá ser vermelha, “mas com o próprio sangue”.

O empresário foi preso próximo ao acampamento de bolsonaristas localizado em frente ao Quartel-General, em Brasília, e levado para prestar depoimento na Superintendência da PF.

A ordem de prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que busca identificar os principais organizadores e financiadores dos protestos antidemocráticos.

Desde o fim das eleições e a vitória de Lula, apoiadores do atual mandatário realizam atos golpistas pelo país. Um dos principais protestos está localizado no QG do Exército em Brasília, onde manifestantes permanecem acampados e pedem pela anulação do resultado do processo eleitoral.

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