Ibovespa opera em queda de 3% e Petrobras cai mais de 6% após primeiras medidas de Lula

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Gestão de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou revogação dos processos de privatização de diversas estatais brasileiras, nesta segunda-feira, 2, causando com que ações das empresas despencassem

REUTERS/Amanda Perobelli

Bolsa de valores B3

Ações de empresas estatais sofreram após anúncio de interrupção das privatizações

No primeiro pregão de 2023, o Ibovespa abriu em queda, caindo cerca de 3% durante a segunda-feira, 2, como reação do mercado financeiro ao discurso de posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e as primeiras medidas do novo governo. Às 13h16, o índice estava em baixa de 2,72%, aos 106.745,53. Pela manhã, a queda chegou aos 3,26%. A Petrobras foi uma das principais empresas afetadas após a nova gestão retirar a estatal do processo de privatização. Às 13h16, as ações da petroleira operavam em baixa de 5,51%, custando R$ 23,71. Durante o dia, as ações chegaram a cair 6,7%. O Banco do Brasil também recuou 4,0% na bolsa, custando R$ 33,33. A resposta do mercado financeiro vem após a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de revogar decretos assinados na gestão anterior. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Entre as medidas revogadas estão processos para a privatização de oito estatais brasileiras, incluindo o Correios e a Petrobras; o decreto que permitia o garimpo em áreas indígenas e de proteção ambiental; que extinguia e estabelecia diretrizes, regras e limitações para colegiados da administração pública federal, entre outros. Além da Petrobras e dos Correios, outras seis estatais foram retiradas do plano de privatizações, são elas: Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA); Empresa Brasil de Comunicação (EBC); Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev); Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep); Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro); e Armazéns e os imóveis de domínio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em publicação do DOU nesta segunda-feira, 2, Lula também revogou decretos que facilitavam acesso a armas, suspendendo o registro de novos armamentos para Caçadores, Atiradores e Colecinadores (CACs), restringindo a quantidade de aquisições de armas e munições de uso permitido e proibindo a abertura de novos clubes de tiro.

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