FMI admite preocupação econômica com ‘agitação civil’ no Brasil e no Peru

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Fundo afirmou que vai acompanhar de perto as repercussões e impactos dos últimos acontecimentos sociais na América Latina

EVARISTO SA / AFP

invasão em brasília

Invasores entraram no Planalto, no Congresso e no STF no domingo 8 de janeiro e destruíram o patrimônio público

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou nesta quinta-feira, 12, que existe uma preocupação com a “agitação civil” em países como Brasil e Peru, o que poderia levar a uma desaceleração econômica na região. “Há preocupação com os acontecimentos nas frentes de agitação civil. O que vimos na América Latina durante o último ano é uma mudança política bastante significativa e está impulsionada por fatores econômicos subjacentes na América Latina. Se está por ver se isso leva a uma maior desaceleração”, declarou Georgieva em um encontro com um grupo de jornalistas. Segundo o último relatório do FMI sobre as Perspectivas Econômicas Mundiais, que será revisado no final deste mês, a região crescerá apenas 1,7% este ano, mas quase todos os países – exceto o Chile – conseguirão se safar da recessão. Portanto, a região não entra nas projeções do órgão que alertam que este ano um terço da economia mundial entrará em recessão. “O que é realmente decepcionante é que a América Latina tem um potencial tão grande para crescer (…) É uma história de potencial subaproveitado”, acrescentou.

Nesse sentido, Georgieva destacou que as possíveis consequências da agitação civil devem ser observadas de perto. “O que vemos no início do ano é que a coesão social não está garantida e vemos mal-estar social por diferentes razões. É apenas 12 de janeiro e temos Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia, Reino Unido… todos por razões diferentes, mas com claras tensões sociais (…) O que isso significa no futuro é obviamente muito cedo para dizer, mas acho que temos que observar”, considerou. A diretora-gerente do Fundo previu um ano difícil para a economia mundial e, uma vez que o trabalho dos bancos centrais “ainda não está feito” e “terão de continuar pressionando para alcançar a estabilidade de preços”, ainda não se conhece as consequências reais no mercado de trabalho, o que pode aumentar as tensões.

*Com informações da EFE

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