Alemanha não permitirá que guerra na Ucrânia escale para conflito entre Rússia e Otan, diz Scholz

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


Chanceler alemão Olaf Scholz afirmou que, juntamente com o presidente americano, Joe Biden, ‘rejeita enviar tropas’ a fim de evitar uma escalada do conflito

EFE/ Elvis González

O chanceler alemão Olaf Scholz concedeu entrevista coletiva durante sua passagem pelo Chile

O chanceler alemão Olaf Scholz concedeu entrevista coletiva durante sua passagem pelo Chile

O chanceler alemão, Olaf Scholz, reafirmou neste domingo, 29, que a Alemanha não vai permitir que a guerra na Ucrânia escale para um conflito entre a Rússia e a Otan, após se reunir com o presidente chileno, Gabriel Boric, em Santiago, durante seu giro pela América do Sul. “Temos contribuído para que não haja uma escalada do conflito porque isso teria consequências graves para todo o mundo. Isso levaria, por exemplo, a uma guerra entre a Rússia e a Otan. Isso não vai acontecer, vamos evitá-lo com todos os nossos esforços, temos conseguido até agora e continuaremos fazendo isso”, disse o chefe de governo alemão. Após declarar em uma entrevista a um veículo alemão que não enviaria aviões de combate à Ucrânia, após ter prometido mandar 14 tanques Leopard 2, o chanceler alemão explicou em Santiago que, juntamente com o presidente americano, Joe Biden, “rejeitamos enviar tropas à Ucrânia” a fim de evitar uma escalada do conflito. “Trata-se de apoiar a Ucrânia, trata-se de ter um debate sério para tomar as decisões que tiverem que ser tomadas e não deveria ser uma competição de quem envia mais armas”, explicou Scholz.

O líder alemão lembrou que a Alemanha “deu apoio, assim como outros países, de forma financeira, de forma humanitária e também (com) envios de armas, é nossa obrigação”. “Não existe um país que apoie mais a Ucrânia do que a Alemanha”, acrescentou. Boric, por sua vez, informou que fará uma videochamada em breve com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, e reafirmou seu compromisso de apoiar “na questão da desminagem”, assim que a guerra acabar e “contribuir multilateralmente para a paz”. “Vamos defender sempre o multilateralismo, a resolução pacífica dos conflitos e a vigência dos direitos humanos”, disse o presidente chileno.

*Com informações da Agência AFP

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

EUA fazem audiências públicas sobre práticas comerciais do Brasil

O Brasil está no centro de duas audiências públicas em Washington promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) para avaliar práticas...

Sobe para 2.595 número de mortos em terremotos na Venezuela

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram La Guaira, na Venezuela, na noite de 24 de junho, deixando ao menos 2.595 mortos...