Governo negocia ‘agenda rápida de crédito’ para viabilizar crescimento econômico, diz Haddad

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Após reunião com federação de bancos, ministro da Fazenda declarou que situação de crédito no Brasil é preocupante

TOMZÉ FONSECA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Fernando Haddad

No dia anterior, ministro declarou que Congresso deve voltar a discutir reforma tributária após eleições na Câmara e no Senado

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que o compromisso do governo com a ampliação do acesso à crédito para a população brasileira. Após participar de reunião com o conselho da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), nesta terça-feira, 31, ele confirmou que a situação do crédito no Brasil entrou na ordem do dia. O tema já havia sido abordado pelo ministro em encontro com representantes da Fiesp e do Banco Central. “Estamos com uma taxa de juros de 13,75%, com uma preocupação com uma eventual retração do crédito no Brasil”, indicou após o evento. Ele ainda pontuou que discutiu com Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, “uma agenda rápida de crédito” necessária para que haja mais crédito barato no Brasil. Segundo avaliação de Haddad, a falta deste acesso é um grande impedimento para o crescimento econômico. “O crédito caro impede os negócios. Você simplesmente fica em uma situação travada porque o lucro é menor do que os juros e você não consegue viabilizar a atividade econômica”, afirmou. O ministro ainda informou que o programa Desenrola Brasil, focado na renegociação de débito e impulsiona do consumo da população brasileira, será apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima semana e deve ser lançado em fevereiro.

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