Hamilton não teme punição por declarações políticas na Fórmula 1: ‘Nada vai me parar’

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Heptcampeão mundial é conhecido por lutar a favor da igualdade racial, da sustentabilidade ambiental e contra diversos tipos de descriminação

EFE/EPA/Francois Lenoir / Pool

Hamilton faz gesto do super-herói Pantera Negra, cruzando os braços sobre o peito

Hamilton foi o responsável por trazer o debate sobre o racismo para a Fórmula 1

O piloto Lewis Hamilton prometeu nesta quinta-feira, 16, desafiar a proibição de declarações políticas instituída na Fórmula 1 em dezembro do ano passado, com uma atualização no Código Desportivo Internacional da Federação Internacional de Automobilismo. Após não tocar no tema desde o anúncio da restrição, o heptacampeão mundial deu sua opinião ao ser questionado sobre o assunto durante a apresentação do novo carro da Mercedes para a temporada 2023. “Não me surpreende (a decisão da FIA)”, disse o astro. “Nada vai me impedir de falar sobre as coisas pelas quais eu sinto paixão ou problemas que existem por aí. Eu acredito que o esporte tem uma responsabilidade, ainda, de se comunicar como um meio de criar consciência sobre tópicos importantes, principalmente porque estamos sempre viajando para todos esses lugares diferentes. Então, nada muda”, concluiu o britânico, conhecido por lutar a favor da igualdade racial, da sustentabilidade ambiental e contra diversos tipos de descriminação.

No final de 2022, a FIA determinou que pilotos solicitem uma permissão escrita caso queiram fazer “declarações ou comentário políticos, religiosos e pessoais” em entrevistas realizadas durante os finais de semana de corrida. Ao comentar sobre a possibilidade de ser penalizado em caso de violação da regra, Hamilton disse entender que “não seria inteligente dizer que gostaria de receber pontos extras de penalidade”, mas garantiu que encontrará uma forma de continuar se expressando. “Continuarei falando. Nós ainda temos essa plataforma, há muitas coisas que precisam ser resolvidas”, afirmou. Companheiro de Hamilton na Mercedes e diretor da Associação de Pilotos, George Russell também criticou as determinações da federação. “Eu acho que é completamente desnecessário no esporte e no mundo que nós vivemos neste momento. Naturalmente, estamos atrás de esclarecimentos e confio que isso será resolvido”.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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