Mercadante sinaliza com socorro do BNDES a fornecedores das Americanas

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Segundo o presidente do banco, as empresas fidelizadas não devem se prejudicar com o caso da rede varejista por não terem culpa pela ‘fraude no balanço’

TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Aloizio Mercadante

Aloizio Mercadante é o atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não pretende colocar dinheiro na rede Americanas, que, no mês passado, pediu recuperação judicial. No entanto, a instituição poderá oferecer uma linha de crédito específica para os fornecedores da rede varejista. A informação foi dada nesta quarta-feira, 15, na sede do banco pelo presidente da instituição, Aloizio Mercadante. Segundo o economista, os fornecedores são vítimas da crise enfrentada pela empresa, que ele deferiu como “fraude”. Mercadante deixou claro que está preocupado com os fornecedores, que empregam milhares de pessoas em todo o Brasil. Ele já iniciou conversas com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para tentar viabilizar a criação de uma linha de crédito voltada ao apoio a essas empresas, que pode falir por causa da crise das Americanas. “Vamos ver o que é possível fazer, do ponto de vista de viabilizar essas empresas, para que elas não sofram a consequência de uma fraude no balanço de uma empresa que elas eram fidelizadas. Elas não têm responsabilidade pelo que aconteceu”, disse.

Segundo a Aloizio Mercadante, o BNDES já executou as garantias referentes a dívidas da Americanas no o banco. Em janeiro, o banco já havia informado que as operações totalizavam R$ 2,4 bilhões. Inicialmente, foram pagos R$ 1,2 bilhão, e o restante foi executado por de uma carta-garantia, uma fiança bancária. A Americanas vive uma crise após revelar, em janeiro deste ano, o que chamou de “inconsistências contábeis” de aproximadamente R$ 20 bilhões. Além disso, a empresa tem dívidas de mais de R$ 40 bilhões. O caso está sendo investigado pela justiça brasileira e também pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

*Com informações do repórter Rodrigo Viga

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