Dilma Rousseff vai presidir banco dos Brics até julho de 2025 e terá salário de R$ 220 mil por mês

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A ex-presidente irá substituir o diplomata e economista Marcos Troyjo, parte da equipe do ex-ministro Paulo Guedes, na liderança do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB)

CRISTIANE MATTOS/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO

Mulher de cabelos catanhos e roupa preta de perfil

Dilma ficou fora de cargos políticos após sofrer processo de impeachment por realizar ‘pedaladas fiscais’

Nesta sexta-feira, 24, a ex-presidente Dilma Rousseff passa por votação para assumir a liderança do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), instituição financeira do bloco Brics, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O procedimento é uma formalidade para a posse da economista, prevista para a próxima quarta-feira, 29. Participam da votação os ministros da Fazenda dos países fundadores e representantes de novos integrantes: Bangladesh, Emirados Árabes Unidos, Egito e Uruguai. Historicamente, os indicados costumam ser eleitos por unanimidade. Dilma foi a única candidata indicada ao cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após o anúncio da troca de comando, ela passou a ser sabatinada por autoridades internacionais para substituir o diplomata e economista Marcos Troyjo, parte da equipe do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes. A ex-presidente receberá o salário mensal de cerca R$ 220 mil no mandato, que vai até julho de 2025. O banco dos Brics trabalha com o financiamento de obras e projetos de infraestrutura nos países que compõem o bloco de economias emergentes. A carteira de investimentos do banco é estimada em cerca de US$ 33 bilhões. Na presidência da instituição, a petista deverá estreitar as relações entre Brasil e China. Dilma não ocupa nenhum cargo público desde que sofreu um impeachment em 2016 por crime de responsabilidade fiscal. Formalmente, ela foi acusada de ter realizado “pedaladas fiscais”, prática do Tesouro Nacional de atrasar de forma proposital o repasse de dinheiro para bancos e autarquias, a fim de melhorar artificialmente as contas federais. Em um contexto político turbulento, o país entrou em uma crise financeira em meio a seu processo de afastamento.

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