Prates fala em ‘deixar de lado’ Política de Paridade de Importação da Petrobras

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Presidente da petroleira vem sendo pressionado pelo governo federal a apresentar novo mecanismo nacional para definição de preços dos combustíveis

Rodrigo VIANA / AGENCIA SENADO / AFP

Jean Paul Prates

Jean Paul Prates, presidente da Petrobras, deve definir nova política nacional de preços dos combustíveis

No mesmo dia em que a Petrobras reduziu o preço do litro do diesel nas refinarias em R$ 0,18, o presidente da petroleira, Jean Paul Prates, disse que vai abandonar a Política de Paridade de Importação (PPI) para determinação dos preços de derivados de petróleo no país e adotar uma espécie de política nacional de preços. Ele vem sendo cobrado pelo governo federal a apresentar a nova política de preços. O PPI é adotado desde 2016, criado no governo Temer por Pedro Parente, então presidente da Petrobras, em função de escândalos de corrupção envolvendo a estatal no período. A ideia era que a Petrobras não teria mais a obrigação de atender e abastecer quase todo o mercado nacional, com objetivo de atrair agentes privados para compartilhar a responsabilidade de atendimento do mercado interno de derivados de petróleo.

No início deste mês, já havia sido feito um corte foi de R$ 0,08 no litro do diesel, quando também houve redução na gasolina. Sobre a possibilidade de haver nova redução no preço da gasolina, Prates disse que a questão é analisada por especialistas da empresa, mas defende que o PPI beneficiou apenas os agentes privados. “Sempre que a gente puder ter um preço mais barato para vender para o nosso cliente, para o nosso consumidor brasileiro, a gente vai fazer isso. Redução na gasolina neste mês? Vamos ver, vamos ver. Isso tudo aí a gente tem entre uma equipe que trabalha. Senão eu já estaria anunciando”, disse.

Segundo Prates, para o PPI ser viabilizado, as gestões anteriores decidiram operar abaixo da capacidade. Ele ainda afirmou que as refinarias não vão mais atuar nesse ritmo na gestão dele: “Eu vou disputar palmo a palmo cada litro de gasolina que vai ser reduzido no mercado. O ritmo de utilização vai ser o que tem que ser adequado tecnicamente e otimizado economicamente, nunca a meia-bomba”, declarou. O presidente da Petrobras participou nesta quinta-feira, 23, de um evento promovido pela Fundação Getúlio Vargas, na sede da empresa, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. Nesta quinta, Prates também se reuniu com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cumpriu diversas agendas no Estado.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga

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