Testemunha define relação de Lucas Terra com Sílvio Galiza como abusiva: “Queria mandar no menino”

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A terceira testemunha de acusação do caso Lucas Terra, Sueli definiu a relação do garoto com Silvio Galiza, principal suspeito na época, como abusiva, durante o seu depoimento no júri onde os pastores Fernando Aparecido da Silva e Joel Miranda, acusados de assassinar o adolescente de 14 anos, em 2001, são julgados. Sueli ainda relatou que Lucas falou a ela umas três vezes que iria a procura de Fernando, antes do desaparecimento. Ela estava no dia do desaparecimento. 

 

No início da sua fala, na tarde desta terça-feira (25), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, a candidata a obreira se emocionou.  “O Lucas pra mim era uma criança, um menino muito sensível, atencioso, carinhoso, de um coração muito bom”, afirmou. 

 

De acordo com Sueli, Lucas, mesmo tendo 14 anos, já veio do Rio de Janeiro obreiro: “Lucas fazia tudo de obreiro”.  

 

Sueli ainda relatou que, no dia seguinte do desaparecimento, o pai de Lucas foi até a porta da igreja da Santa Cruz procurando pelo rapaz: “Lucas não apareceu até hoje”. E ela disse: “mas Lucas saiu com o pastor Silvio e com o pastor Luciano”. Após a resposta da candidata a obreira, o pai do garoto afirmou: “quem tem que dar conta de Lucas são eles dois”. 

 

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Ainda conforme depoimento, no início, o pastor Beljair Santos incentivou a procura que estava sendo feita por um grupo e depois mudou o comportamento, exigindo que deixasse o assunto de lado: “melhor parar de procurar” Lucas, porque “isso era coisa de peixe grande” e a corda “ia arrebentar para o lado mais fraco”.

 

Questionada pela defesa se ela sabia afirmar que Fernando é homossexual, Sueli pontuou que teve pouca convivência com ele. “Não, porque na verdade eu nem olho para a cara deles, desde aquela época”, falou.

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