Exportadores rurais terão acesso a linha de crédito de US$ 1 bilhão a partir de maio

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Com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os empréstimos terão juros fixos de 7,59% ao ano, mais a variação do câmbio

GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO

Colheitadeira colhe o milho em uma plantação no município de Sorriso, no norte do estado do Mato Grosso.

Colheitadeira colhe o milho em uma plantação no município de Sorriso, no norte do estado do Mato Grosso

A partir de maio, os exportadores rurais terão acesso a uma linha de crédito em dólar de aproximadamente US$ 1 bilhão para modernizar a produção. Com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os empréstimos terão juros fixos de 7,59% ao ano, mais a variação do câmbio. O percentual é bem menor do que os 19,5% cobrados hoje pelo BNDES para quem necessita de empréstimo em real. O lançamento deve ser feito durante a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do Brasil, que começa na próxima segunda-feira, 1, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Segundo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), a ideia da incentivo é investir na agricultura voltada para a exportação: “Para aqueles que exportam, portanto recebem em dólar, a possibilidade de ter financiamento em dólar, que é muito mais barato. Tudo o que nós queremos é crédito mais barato para alavancar o desenvolvimento e atrair investimento. Isso pode ser estudado para quem também recebe em dólar na indústria e serviços”.

O dinheiro deverá ser usado na compra de máquinas e equipamentos. A promessa é de que o crédito seja praticamente automático, ou seja, o agricultor receberá diretamente os aparatos. O vice-presidente ressaltou que o objetivo da medida é evitar perdas por conta da conversão da moeda, como explicou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante: “Como ele [exportador] tem um recebido em dólar, ele vai contrair uma dívida em reais, mas indexada ao dólar, se ele perde em um ponta ele vai ganhar na outra. Por exemplo, se o dólar desvaloriza, melhora a rentabilidade da exportação, mas encarece a dívida. Se o real se aprecia, é o inverso. Então, zera o indexador dele”. O valor total da linha de crédito ainda poderá ser ampliado se necessário. No final de maio, a ideia do Governo Federal é garantir o mesmo tipo de benefício para os setores da indústria e serviços.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

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