Resumo: o mercado de trabalho brasileiro mostra sinais de aquecimento com a menor taxa de subutilização já registrada, 13,3%, no trimestre terminado em maio, acompanhado de um desemprego de 5,6%. Ao todo, 15,1 milhões de pessoas estão subutilizadas, apontando queda em relação aos períodos anteriores e refletindo um avanço na absorção de mão de obra pela economia.


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua, divulga dados que acompanham quem tem 14 anos ou mais e considera todas as formas de ocupação, desde carteira assinada até trabalhadores por conta própria. O objetivo é entender o comportamento do mercado de trabalho além da taxa de desocupação tradicional.
No trimestre encerrado em maio, o contingente de subutilizados atingiu 15,1 milhões, mesmo com uma queda de 5,7% em relação ao trimestre anterior. A taxa de subutilização recuou para 13,3%, registrando o menor nível já observado. Em paralelo, a taxa de desemprego caiu para 5,6% no mesmo período, indicando recuperação gradual da atividade econômica.
Juntamente com desemprego e subutilização, o conceito de força de trabalho potencial compõe a leitura completa do mercado: desocupados (procurando vaga há pelo menos 30 dias), subocupados por insuficiência de horas (disponíveis, desejam trabalhar mais horas), e a parcela que pode entrar ou retornar ao mercado, os chamados desalentados e não desalentados.
Para ilustrar, o analista William Kratochwill aponta que o estoque de trabalhadores disponíveis para absorção está diminuindo — um sinal claro de aquecimento do mercado, que tende a pressionar salários e condições de atuação conforme a demanda por mão de obra aumenta.
Histórico e contexto — a PNAD aponta que a taxa de subutilização atingiu picos históricos, com 30,7% no trimestre até agosto de 2020 (pandemia) e, antes da crise, 25% no período anterior a 2020. Hoje, a leitura revela que o nível de subutilizados vem recuando, com uma queda expressiva frente ao ano anterior e um movimento contínuo de recuperação econômica.
Na visão do economista, o quadro atual do mercado é de aquecimento, com a expectativa de melhoria na qualidade das ofertas de trabalho e maior retorno do poder de negociação dos trabalhadores. Caso o ritmo persista, espera-se aperfeiçoamento das condições de emprego e salários mais alinhados à demanda por mão de obra.
E você, como percebe a participação de quem pode trabalhar a mais, de jovens e de profissionais já experientes no mercado atual? Deixe seu comentário com a sua leitura sobre esse movimento e suas perspectivas para o próximo trimestre.
