Moscou entra em alerta máximo após ameaças de mercenários do grupo Wagner

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O governo russo colocou Moscou em alerta máximo após o grupo de mercenários Wagner iniciar uma campanha contra o ministro da Defesa do país. Na madrugada deste sábado (24), no horário local, Yevgeny Prigozhin, chefe dos mercenários, afirmou que suas forças chegaram a uma região perto da Ucrânia, Rostov.

Prigozhin sugeriu não ter encontrado resistência das tropas russas até o momento, mas prometeu “destruir” quem se colocar em seu caminho. “Nós estamos avançando e vamos até o fim”, disse. O governador de Rostov pediu que as pessoas não saiam de casa a não ser que seja necessário.

 

O Grupo Wagner é uma empresa privada paramilitar que existe desde antes da guerra na Ucrânia, e tem vínculos com o governo de Wladimir Putin. Porém, após baixas no conflito ucraniano, o número de recrutas aumentou, assumindo a “linha de frente” da guerra. E isso levou a desentendimentos com o exército russo.

 

O estopim para a reação contra Moscou teria ocorrido após supostamente o Ministério da Defesa atacar um acampamento do Grupo Wagner, matando combatentes.

 

Ainda assim, Prigozhin prometeu não se tratar de um golpe militar.  “É uma marcha por justiça. Nossas ações não interferem de forma alguma nas tropas.” Após as ameaças, a segurança em Moscou foi reforçada e a população compartilhou vídeos de tanques de guerra na cidade.

 

????Why is military equipment in the center of Moscow tonight?#Moscou #War #WarinUkraine #Prigoschin pic.twitter.com/DEhskKrmLE
— AG Breaking News (@AGiruckis) June 23, 2023

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