“O problema é do futebol brasileiro”, diz Paiva sobre lesões

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Após perder peças importantes na temporada, como os atacantes Biel, Jacaré e agora Kayky, o técnico Renato Paiva tem buscado encontrar soluções entre os problemas físicos que o elenco tem sofrido. Antes dos nomes ofensivos, Paiva precisou lidar com as perdas de atletas na defesa, como Marcos Victor, Raul Gustavo e Matheus Bahia, que voltaram a ser relacionados recentemente. Questionado sobre essa sequência preocupante após o duelo contra o Corinthians, Paiva minimizou a “culpa” do Bahia nessa situação. “Teríamos então que ver todo o futebol do país todo, porque todos os clubes estão com lesões. Gilberto sentiu câimbra hoje, mas não fazia um jogo desde 27 de maio. O combinado era eu perceber ou ele informar câimbra. Ademir também foi câimbra. Não acho que seja por aí [problema no Bahia], temos um número de lesão parecido com várias equipes. Lesões musculares por excesso de utilização, como foi com Jacaré e Biel. Os dois são os jogadores com mais minutos e estão lesionados. É a única coisa que posso falar. Na Europa não tem tantas lesões, mas também não há esse calendário “, explicou. Renato destacou que, nestas últimas semanas, o Bahia engatou uma sequência pesada de jogos e viagens pelo Brasileirão e Copa do Brasil, o que contribui muito para o desgaste dos atletas.  Formado como treinador na equipe do Benfica, Paiva aproveitou para comparar com o calendário vivido em Portugal. “Hoje completamos 44 jogos em sete meses. O campeonato português tem 34 jogos em 11 meses. Quem é que está bem? Tenho que me adaptar ao Brasil, mas é preciso perceber que os jogadores têm condições físicas e eles se desgastam. Lá vamos de Lisboa a Paris em duas horas, aqui até Belo Horizonte vamos em três a quatro horas”. No fim, reafirmou que a comissão técnica tem feito o trabalho necessário para conservar fisicamente os jogadores: “Não estamos sentados de braços cruzados, estamos buscando entender essa realidade. E a realidade é que se você usa os mesmo jogadores sucessivamente, eles lesionam. E isso não é um problema do Bahia, é um problema do futebol brasileiro”.
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