Acusado de assédio, ex-presidente da Caixa se compara a Kevin Spacey e Johnny Depp

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Após o julgamento de Kevin Spacey, no qual foi inocentado por acusações de assédio sexual, o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Pedro Guimarães se comparou ao ator para alegar que é inocente das denúncias contra ele sobre o mesmo tipo de crime, após formalização de queixa contra o executivo por funcionárias do banco público. Guimarães também citou Johnny Depp, que derrotou nos tribunais a atriz Amber Laura Heard, sua ex-mulher, após ela alegar ter sido vítima de maus-tratos. O economista renunciou ao cargo em junho de 2022 após denúncias de funcionárias. Na época, ele negou e disse ser alvo de “rancor político em um ano eleitoral”. Nesta quarta-feira, 26, manifestou-se novamente por meio de redes sociais.

“Eles também foram massacrados. Carreiras destruídas. E, ambos, demonstraram que as acusações eram inverídicas. Mas este tempo volta atrás? As famílias, em especial os filhos, poderão reverter o ‘massacre’ a que foram submetidos? As carreiras serão ‘reconstruídas’. Haverá espaço minimamente equilibrado na imprensa colocando as absolvições?”, questionou Guimarães. “Por um acaso, soube disto pela minha esposa. Procurei nos meios de comunicação e não encontrei em nenhum de maior alcance. Mas o que vocês acham que aconteceu quando ele [Spacey] foi acusado? Será que os meios de comunicação com maior audiência também “ignoraram” a notícia? Em relação a mim, como sempre disse, sou inocente. A Justiça do Trabalho já extinguiu a ação proposta pelo Ministério Público do Trabalho contra mim, reconhecendo que eu não poderia ser réu naquela ação. Para reflexão”, declarou.

À época das denúncias, um acordo no valor de R$ 10 milhões foi oficializado pela Justiça do Trabalho entre o banco e o Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal (MPT-DF), em 27 de abril de 2023, para encerrar os processos. Em junho, a Caixa Econômica Federal entrou com mais uma ação na Justiça contra ex-presidente da instituição, cobrando R$ 55 mil que o banco pagou a um funcionário que afirmou ter sido obrigado por Guimarães a comer pimenta.

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