Cotado para a superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Minas Gerais, o ambientalista e engenheiro Felipe Gomes entrou na mira da Comissão Parlamentar Inquérito (CPI) das ONGs no Senado Federal. Documentos apresentados à investigação levantam suspeitas sobre sua possível atuação usando cargos públicos para captar recursos para empresas privadas.
Felipe Gomes é funcionário do gabinete da deputada federal Duda Salabert (PDT) e tentou, pelo mesmo partido da parlamentar, se eleger a deputado estadual nas últimas eleições, mas sem sucesso.
De acordo com documentos obtidos em cartórios de títulos e repartições públicas do Rio de Janeiro, Gomes pode ter feito uso de cargos públicos e de sua militância ambiental para captar recursos para uma de suas empresas, a Methanum Engenharia Ambiental.
As informações mostram que o engenheiro se aliou a parceiros bilionários e assinou acordos na casa das dezenas de milhões de reais com a União por meio de entidades como o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Felipe Gomes ganhou notoriedade política, especialmente, a partir de sua militância contra a mineração na Serra do Curral, cartão-postal de Belo Horizonte. Em um desses protestos, em setembro do ano passado, o ambientalista chegou a ser preso após discutir com o governador Romeu Zema (Novo) em ato de campanha.
