Trump se entrega à Justiça da Geórgia para ser acusado no caso da tentativa de fraude eleitoral

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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se entregou à Justiça da Geórgia por volta das 20h40, no horário de Brasília, desta quinta-feira, 24. Ele é acusado de tentar alterar o resultado das eleições presidenciais de 2020. Diferente das outras acusações que enfrentou neste ano, ele não se livrou da “mugshot”, a foto dos réus, uma prática que ele conseguiu evitar nas ocasiões anteriores em que se apresentou às autoridades devido a sua notoriedade. A etapa é classificada como um momento histórico. Depois de virar o primeiro ex-presidente dos EUA a virar réu, ele agora também carrega o título de ser o pioneiro entre os chefes de Estado norte-americano fichado.

Trump, favorito para disputar as eleições presidências de 2024 pelo Partido Republicado, permanecerá detido brevemente em uma prisão do estado da Geórgia. Ainda que sua estadia na prisão de Rice Street seja breve, o principal candidato à indicação republicana com vistas às eleições de 2024 estará diante das câmeras de veículos de comunicação de todo o mundo. Assim como os nove acusados que se entregaram à Justiça, Trump deve ser liberado após o pagamento de uma fiança, fixada em US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão na cotação atual). O republicano é alvo de quatro acusações criminais, duas em nível federal, em Washington e na Flórida (sudeste), uma no estado de Nova York e outra na Geórgia. Cada processo, no entanto, rende para ele milhões de dólares em doações, feitas por apoiadores convencidos de que ele é vítima de uma “caça às bruxas”.

trump e a jsutiça

 

Na segunda-feira, 22, o Trump já tinha informado que compareceria ao tribunal – ele tinha até às 12h (13h em Brasília) de sexta-feira, 25, para se apresentar. Em sua plataforma, Truth Social, ele denunciou que poderia ser “preso por uma promotora distrital de esquerda radical, Fani Willis”, funcionária da Geórgia responsável pelo quarto indiciamento do ex-presidente neste ano. Em sua publicação, ele afirmou que Willis atua “em coordenação estrita com o distorcido Departamento de Justiça de Joe Biden” e que “trata-se de interferência nas eleições”. O ex-presidente alega que todas as acusações contra ele visam bloquear a sua candidatura a um novo mandato na Casa Branca. Em 14 de agosto, um grande júri nomeado por Willis os acusou de tentarem ilegalmente anular o resultado das eleições de 2020, vencidas neste estado-chave pelo atual presidente, o democrata Joe Biden. A procuradora Fani deseja que o julgamento aconteça em março de 2024.

 

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