Iranianos formam correntes humanas em volta de centrais elétricas

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Resumo: Irani?s formaram correntes humanas ao redor de centrais elétricas em cidades como Bushehr, Tabriz e Mashhad, numa mobilização promovida diante do ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reabrir o Estreito de Ormuz. Autoridades afirmaram que mais de 14 milhões de iranianos teriam se registrado para defender a infraestrutura energética, embora esse número não tenha sido verificado de imediato. As imagens divulgadas por agências oficiais mostraram correntes diante de usinas e da principal central elétrica de Ahvaz, ao tempo em que a tensão subia com ataques a pontes e instalações, num contexto de guerra que persiste há mais de cinco semanas. O movimento ganhou força com mensagens de texto e campanhas online, e trouxe à tona uma liderança iraniana que promete resistência, mesmo diante de ameaças de escalada.

A mobilização foi divulgada por fontes oficiais como a agência Irna e a Mehr, que destacaram a formação de correntes humanas para proteger as centrais elétricas do país. Em Bushehr, onde fica uma usina nuclear, imagens da Irna mostraram participantes conectando-se fisicamente para demonstrar apoio à infraestrutura energética. Em Tabriz, no norte, e Mashhad, no leste, a mesma onda de apoio foi registrada diante das instalações, com a cobertura de veículos de imprensa estatais enfatizando a presença de dezenas de pessoas em cada local. Em Ahvaz, a principal estrutura sobre o rio também atraiu multidões, reforçando o senso de defesa nacional em meio aos ataques apontados por aliados dos EUA.

Apesar de a guerra no território durar mais de cinco semanas, o tom de retaliação permaneceu intenso. Analistas observam que ataques a infraestrutura representam uma escalada significativa, mesmo com mudanças na liderança iraniana após episódios de violência durante o conflito. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, que é visto por parte da opinião pública local como uma figura influente, publicou uma captura de tela do que supostamente seria o sistema de registro das correntes humanas, afirmando estar disposto a sacrificar sua vida pelo Irã. Em meio ao clima de mobilização, a hashtag janfada — que em persa transmite a ideia de auto-sacrifício — ganhou tração entre usuários das redes sociais.

Paralelamente, surgiram declarações públicas de autoridades iranianas que funcionaram como uma resposta direta às pressões externas. O presidente de uma das instituições legislativas informou, por meio de postagens, que também está pronto para dar tudo pela defesa do país, reforçando a narrativa de que a mobilização não se trata apenas de uma atitude simbólica, mas de uma expressão de compromisso com a soberania energética. Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou seu ultimato, afirmando que toda uma civilização pode enfrentar consequências caso o Irã não aceite as condições para reabrir o Estreito de Ormuz. O prazo apontado foi até meia-noite GMT desta terça-feira.

A cobertura, atribuída à AFP, aponta que milhares de iranianos participaram de correntes humanas em diferentes pontos estratégicos do país. As autoridades ressaltam que as ações ocorrem num contexto de hostilidade regional, com a possibilidade de novas medidas de retaliação envolvidas. O registro das correntes, as declarações de líderes e o tom de confronto ilustram um momento delicado de tensão entre o Irã e a coalizão ocidental, que envolve ataques a pontes e outras estruturas, além de discussões sobre o controle de rotas de petróleo e recursos naturais. A narrativa amplifica a percepção de mobilização popular ao redor de uma causa que é apresentada como defesa da soberania nacional.

Para o leitor acompanhar: o desfecho do ultimato de Trump permanece incerto, assim como o destino das ações de retaliação anunciadas por ambos os lados. O panorama internacional continua a ser moldado por decisões que afetam não apenas o Oriente Médio, mas o mercado global de energia. O que você pensa sobre o uso de dispositivos de proteção de infraestrutura como símbolo de resistência nacional? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão — seu ponto de vista pode abrir novas perspectivas sobre uma crise que se desenvolverá nos próximos dias.

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