Cultura regulamenta ações afirmativas na Lei Paulo Gustavo 

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Logo Agência Brasil

O Ministério da Cultura publicou, nesta sexta-feira (11), a regulamentação da Lei Paulo Gustavo sobre ações afirmativas e medidas de acessibilidade para apoio financeiro ao setor cultural. As regras orientam estados, municípios e Distrito Federal sobre procedimentos e mecanismos de estimulo à participação diversa e representatividade social de agentes culturais e equipes. ebcebc

As normas determinam o incentivo a mecanismos como cotas, critérios diferenciados de pontuação, editais e categorias específicas para mulheres, pessoas negras, pessoas indígenas, comunidades tradicionais, inclusive de terreiro e quilombolas, populações nômades e povos ciganos, pessoas LGBTQIAP+, pessoas com deficiência, pessoas idosas, em situação de rua e outros grupos vulnerabilizados socialmente.  

Notícias relacionadas:

  • Hip hop completa 50 anos: rapper diz que crítica social marca letras.
  • TV Brasil apresenta especiais em homenagem a Aderbal Freire-Filho.
  • Brasil celebra bicentenário de nascimento do poeta Gonçalves Dias.

As ações afirmativas também passam a ser critério determinante na seleção de membros dos conselhos, colegiados e comitês de apoio financeiro da União, estados, Distrito Federal e municípios; e também na contratação de avaliadores, pessoas responsáveis por pareceres e outros profissionais responsáveis pela execução dos recursos da Lei Paulo Gustavo. 

Cotas 

A regulamentação traz os critérios para cada um dos mecanismos, como a obrigatoriedade, por exemplo, de cotas mínimas de 20% para pessoas pretas ou pardas e de 10% para indígenas. Tais cotas devem se consideradas em cada uma das categorias, caso haja esse tipo de divisão. 

Estratégias de democratização de acesso aos bens e serviços culturais, como gratuidade de ingressos e prática de preços populares devem ser critérios diferenciados de pontuação nos editais que selecionam os contemplados pela Lei Paulo Gustavo. Tais editais também podem ser específicos, ou trazer categorias específicas, para territórios, povos, comunidades, grupos ou populações. 

Regionalização 

Também estão previstos outros mecanismos de descentralização e regionalização da produção cultural voltados para regiões periféricas, de baixo Índice de Desenvolvimento Humano, territórios rurais, quilombolas e indígenas, além de outras áreas de interesse social. 

Acessibilidade 

Medidas de incentivo do protagonismo de agentes culturais com deficiência e recursos de acessibilidade também fazem parte dos critérios previstos na regulamentação. Um exemplo é a previsão orçamentária obrigatória de, no mínimo, 10% para acessibilidade nos projetos, iniciativas ou espaços que concorram aos fomentos previstos na lei.  

A coleta de informações sobre o perfil dos agentes culturais inscritos nos editais também passa a ser obrigatória. Para isso, o Ministério da Cultura disponibilizou modelos de formulários como os de autodeclaração étnico-racial, ou para pessoa com deficiência. 

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Vazamento de gás leva prefeitura de Manaus a decretar estado de alerta

Resumo: Vazamento de gás estireno na unidade 4 da Innova, em Manaus, levou a prefeitura a decretar estado de alerta, com evacuações, mobilização...

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 30 milhões nesta quinta-feira

As seis dezenas do concurso 3.032 da Mega-Sena serão sorteadas hoje, às 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo....

Cacique Raoni tem alta hospitalar

Raoni Metuktire, cacique Kayapó de 93 anos, recebeu alta nesta manhã do Hospital São Paulo, em São Paulo. Internado em 19 de junho,...