Advogado de GDias acusa CPMI do 8/1 de impedi-lo de fazer seu trabalho

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O advogado André Luís Callegari, defensor do general Marco Edson Gonçalves Dias, o GDias, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), acusa a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de impedi-lo de exercer o seu trabalho durante o depoimento de seu cliente, nessa quinta-feira (31/8).

“Ontem fui desrespeitado no exercício da minha profissão de advogado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos atos de 08/01. Fui cerceado de exercer o direito de defesa do meu cliente”, afirmou Callegari.

“Tive que ouvir que o Regimento do Senado se sobrepõe ao Estatuto da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], Lei Federal. Jamais me calarão no exercício da advocacia. Obrigado ao presidente da OAB nacional e a todos que estão solidários com a minha atuação. Sem advogado, não há justiça”, completou o advogado de GDias.

GDias sobre relatório da Abin: “Não mandei ninguém adulterar nada”

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou GDias a ficar em silêncio durante a oitiva e de ser acompanhado pelo seu advogado. A Corte atendeu a um habeas corpus preventivo protocolado pela defesa do ex-GSI.

Em apoio ao advogado Callegari, o presidente do Conselho Federal da OAB, José Alberto Simonetti, encaminhou um ofício ao presidente da CPMI do 8/1, o deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), em que ele destaca que a defesa do depoente tem o direito de se manifestar durante a oitiva.

“Impõe-se a intervenção deste Conselho Federal para destacar a imperatividade do respeito às prerrogativas profissionais dos advogados, sobretudo a de acompanhar os clientes e de fazer uso da palavra”, salientou José Alberto Simonetti.

Na mesma linha, a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim) manifestou o seu apoio a Callegari. “O Estatuto da Advocacia é claro ao estabelecer que, mesmo em comissão parlamentar de inquérito, as advogadas e os advogados são detentores da prerrogativa de se manifestar.”

O Metrópoles entrou em contato com o deputado Arthur Maia sobre o caso, mas não teve retorno. O espaço segue aberto.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

VÍDEO: Míssil hipersônico do Irã atinge cidade de Israel e deixa 9 mortos

Míssil hipersônico iraniano atingiu Beit Shemesh, no centro de Israel, provocando nove mortos e mobilizando centenas de ambulâncias e equipes de resgate, segundo...

Escalada militar no Oriente Médio causa caos aéreo global

Resumo: Centenas de voos foram cancelados em todo o mundo e milhares de passageiros ficaram retidos após ataques com mísseis no Oriente Médio...

Netanyahu afirma que Israel irá intensificar ataques contra o Irã

Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, anunciou neste domingo que a ofensiva militar contra o Irã será intensificada, com as forças avançando no coração de...