Furto de cabo deixa Aeroporto de Guarulhos no escuro e sem para-raios

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São Paulo – Em alta, os furtos de cabos e fios de cobre estão causando transtornos e prejuízos financeiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana, há pelo menos seis meses.

A Polícia Civil investiga, atualmente, 21 crimes do tipo, que têm deixado parte do Terminal 3 às escuras. A série de furtos também faz com que a área de desembarque do Terminal 2 fique parcialmente sem sistema de para-raios e afeta o prédio de áreas técnicas do maior aeroporto do Brasil.

O Metrópoles apurou que, mesmo com dados subnotificados, os prejuízos com os furtos de cabos ultrapassam R$ 320 mil no período de janeiro a agosto de 2023. O aumento do crime começou em março. Criminosos também estão levando ilegalmente luminárias de banheiros e fios sem uso, ainda nos rolos.

“O aeroporto está sofrendo um surto de furto de material elétrico e cobre. É um negócio maluco. Nunca tinha visto com essa proporção. Já teve casos assim, mas não era tão pesado como está acontecendo agora”, afirmou um funcionário, que pediu para não ter o nome publicado por temer represálias.

Alguns casos O Metrópoles teve acesso a oito boletins de ocorrência de furtos de cabos de cobre, dos quais metade relata casos ocorridos dentro da área do aeroporto. O restante é de casos no entorno. Nenhum suspeito foi preso.

Em 27 de março, foram levados 170 metros de cabos de cobre, avaliados em R$ 4 mil, do telhado da Central de Água Gelada do aeroporto, que fica entre os Terminais 2 e 3.

Pouco mais de dois meses depois, 25 metros de fios de cobre foram furtados da área de desembarque do Terminal 2, onde ocorrem voos domésticos.

Um canteiro de obras foi alvo de uma tentativa de furto de cabos, em 13 de junho, “impactando”, segundo registrado pela Polícia Civil, “no sistema elétrico e na operação do aeroporto.”

Os casos mais recentes, aos quais a reportagem teve acesso, ocorreram em 15 de agosto. Foram levados 2 mil metros de cabos de cobre, somando os furtos identificados em painéis de publicidade, no entorno, e dentro do Terminal 3 (desembarque internacional).

Não foram poupadas nem mesmo luminárias de banheiros nos terminais de voos domésticos e para fora do Brasil, além de parte do sistema de para-raios e da central telefônica.

Há casos em que criminosos acessaram áreas destinadas exclusivamente para funcionários, como a cobertura do prédio de check-in do Terminal 2, ou ainda ao levar canos de cobre subterrâneos, nas proximidades do aeroporto.

Saguão do Aeroporto Internacional de Guarulhos Furtos em geral dobram Além dos furtos de cabos, os furtos em geral quase que dobraram no aeroporto entre janeiro e julho.

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, foram 723 casos neste ano e 366 no mesmo período de 2022, uma alta de 97%. Comparando com os 151 casos de 2021, o crescimento foi de 378%.

Em nota, a SSP afirmou que, “via de regra”, os furtos de cabos e fios de cobre “não acontecem nas dependências do Aeroporto de Guarulhos”.

Apesar de a reportagem ter identificado ao menos quatro casos ocorridos dentro do aeroporto, a Polícia Civil, por meio da pasta da segurança, afirmou investigar, até o momento, 21 casos “que aconteceram na rodovia”.

GRU Airport A GRU Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de São Paulo, confirmou, também em nota, que a área pública do aeroporto “tem sofrido furtos de cabos.”

“N0 entanto, nenhuma estrutura operacional foi afetada. Cabe esclarecer que a iluminação vem sendo recomposta”, diz trecho da nota.

A falta de luz no Terminal 3 e do sistema de para-raios no Terminal 2, além do prédio administrativo, permanecia até o início da noite de quinta-feira (7/9), quanto esta reportagem foi concluída.

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