Maioria dos data centers no mundo está em risco; entenda

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A maior parte da capacidade global de data centers está sob risco de eventos climáticos, com 79% da capacidade mundial vulnerável a enchentes, ventos fortes e incêndios florestais. Em 97 mercados avaliados, mais da metade fica em áreas sujeitas a estresses crônicos como calor extremo e secas, o que pode reduzir a eficiência energética e elevar custos operacionais ao longo do tempo.

Eventos climáticos extremos têm potencial para interromper operações, ampliar períodos de indisponibilidade e aumentar despesas com seguros e reparos. Segundo Matthew Eby, CEO da First Street, os modelos de risco atuais ainda se apoiam demais em dados históricos, que não refletem o clima de hoje e dificultam prever riscos futuros.

Estrutura tomada por chamas durante um incêndio de grandes proporções;
Incêndios entre os eventos climáticos extremos apontados pelo estudo como fatores de risco para a operação de data centers – Imagem: DarthArt / iStock

O estudo ressalta que, embora episódios isolados, como furacões intensos, possam causar impactos significativos, os efeitos persistentes das mudanças climáticas costumam trazer consequências mais amplas, físicas e financeiras, para as operações.

Jeremy Porter, economista-chefe da First Street, aponta que muitos modelos ainda subestimam o peso dos impactos climáticos, já que muitos governos consideram apenas níveis históricos de precipitação, sem incorporar o aumento da umidade atmosférica e chuvas mais intensas associadas ao aquecimento global.

Investidores podem subestimar riscos de longo prazo, já que data centers costumam operar por 20 a 30 anos. Incluir fatores climáticos nas decisões de financiamento e expansão pode ajudar a identificar mercados mais resilientes e evitar avaliações de risco distorcidas.

Empresas do setor já adotam medidas de adaptação. A Digital Realty, por exemplo, investe em sistemas de resfriamento que reduzem o uso de água ou o mantêm em circuito fechado, uma prática que ajuda a mitigar impactos de eventos extremos. Além da estrutura física, especialistas defendem considerar infraestrutura local, fornecimento de energia e as comunidades vizinhas.

A Ásia-Pacífico aparece como a região com maior exposição, com 89% da capacidade sujeita a riscos climáticos agudos. Américas chegam a 50% e Europa, Oriente Médio e África, 46%. Mercados de rápido crescimento, como norte da Virgínia, Johor e Marselha, aparecem entre os mais vulneráveis, enquanto os mercados nórdicos apresentam menor risco.

E você, como enxerga o papel das mudanças climáticas no futuro dos data centers e das decisões de investimento? Deixe seu comentário com a sua leitura e experiência — sua opinião pode ajudar a moldar estratégias mais resilientes.

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