Uma bebê chamada Rebecca surpreendeu médicos ao nascer saudável após meses de luta, fé e muitas orações. O prognóstico apontava apenas 2% de chances de sobrevivência em razão da hidropsia fetal, uma condição que acumulava líquido no corpo e ameaçava o desenvolvimento dos órgãos. A história da família, marcada pela esperança, tornou-se um testemunho de fé e resiliência.
Justine e Rowie Mancol aguardavam a chegada da segunda filha quando, no segundo trimestre, Rowie sentiu fortes dores abdominais e procurou atendimento. Detectaram líquido nos pulmões da bebê, e os médicos disseram que não havia motivo para grande preocupação, orientando-a a voltar para casa. Meses depois, foram encaminhados a uma unidade especializada, onde exames confirmaram o quadro de hidropsia fetal.
O diagnóstico revelou que o sistema linfático do bebê não funcionava direito, levando ao acúmulo de líquido no cérebro, no abdômen e nos pulmões. Os médicos avisaram que as chances de sobrevivência eram muito baixas — cerca de 2%. Também havia o risco de complicações como síndrome de Down ou necessidade de cirurgia imediata após o nascimento; a incerteza era constante.
Corrente de oração: a família decidiu não cogitar o aborto. Eles disseram aos médicos que não desistiriam da filha e buscaram apoio espiritual. Entraram em contato com o pastor e pediram que a igreja inteira orasse pela bebê e pela família. Justine lembra da serenidade que a fé trouxe nesse período, e Rowie relembra a sensação de paz que a presença de Deus lhe oferecia a cada desafio.
Durante a gestação, os médicos colocaram um dreno para ventilar o líquido dos pulmões, mas os exames continuavam com pouca mudança. Toda semana, o casal orava em casa, ajoelhando-se antes de cada ultrassom, pedindo um milagre. A cada retorno ao hospital, eles repetiam: “Vamos cumprir nossa fé.”
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O nascimento de Rebecca. (Foto: Reprodução/CBN News)
Com o tempo, novos exames mostraram que o líquido acumulado no cérebro e no estômago da bebê havia desaparecido. Ainda assim, os pulmões continuavam comprometidos, e os médicos não tinham certeza se Rebecca respiraria sozinha ao nascer. Em meio à apreensão, Justine precisou passar por uma cesariana de emergência; a equipe de saúde se preparou para intervenções rápidas caso a bebê precisasse de ajuda para respirar. Quando a médica a retirou, houve alguns segundos de silêncio, e então Rebecca chorou, gerando alívio e gratidão nos pais.
Hoje, aos três anos, Rebecca respira sozinha e é vista pelos pais como uma verdadeira bênção. Eles afirmam que cada dia é celebrado como um milagre, lembrando da fidelidade de Deus e da força da oração que os sustentou durante toda a gestação. “Graças a Deus por salvá-la, por curá-la e por permitirmos que ela esteja aqui”, dizem.
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