Rodovias federais: 60% dos carros recuperados este ano eram clonados

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São Paulo – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou neste ano, até o momento, 322 veículos nas rodovias paulistas monitoradas pela instituição.

Desse total, a corporação afirma que cerca de 60% são de carros clonados, ou seja, que foram roubados ou furtados e caracterizados com o emplacamento de outros veículos. Os dados incluem ocorrências registradas até a última quarta-feira (13/9).

A Polícia Rodoviária alerta para que as pessoas fiquem atentas e desconfiem quando o valor de veículos à venda, principalmente na internet, estiverem muito abaixo dos preços de mercado. Há casos, segundo a PRF, em que carros clonados são vendidos, como se fossem legalizados, pela metade do preço de tabela.

Nesse caso, como esclarece a PRF, o barato pode realmente sair caro: uma vez que o veículo clonado é identificado, ele é devolvido para o proprietário. Além disso, o dinheiro usado por quem acredita ter feito uma pechincha não é restituído.

Segundo a polícia, os bandidos clonam carros roubados ou furtados substituindo placas, chassis e até o número dos motores por dados de veículos de mesma marca e modelo, sem queixas criminais.

Apesar dos esforços dos criminosos, a polícia consegue identificar se um carro foi clonado.

PRF apreendeu dois carros clonados em um mesmo dia em rodovias paulistas Dois veículos recuperados Foi o que aconteceu com dois veículos adulterados, identificados na quarta-feira durante abordagens respectivamente em São José do Rio Preto, interior paulista, e Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

No primeiro caso, policiais abordaram um Hyundai HB20 clonado na altura do km 70 da Rodovia Régis Bittencourt. A PRF constatou que o veículo havia sido roubado em Itapecerica da Serra, clonado e vendido por meio de redes sociais.

“O condutor assumiu que comprou o veículo por um preço menor do que o de tabela, mas não sabia que era adulterado”, diz trecho de nota da corporação.

O outro veículo, abordado no km 288 da Rodovia Transbrasiliana, foi facilmente identificado como clonado, porque apenas as placas foram trocadas – os números do chassis e do motor foram mantidos.

Assim que a fraude foi identificada, o verdadeiro dono foi localizado. À polícia, o proprietário afirmou ser motorista de aplicativo e disse que usava o carro, sem seguro, para sustentar a família.

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