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Museu Nacional precisa de R$ 180 milhões para reconstrução

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Cinco anos depois do incêndio que destruiu o Museu Nacional ainda faltam R$ 180 milhões para sua reconstrução. O orçamento preliminar estimado pelo Projeto Museu Nacional Vive é de R$ 445 milhões, sem considerar o acervo. Deste total, já foram captados R$ 265,3 milhões, o que equivale a 60% da meta. Até 80% dos 20 milhões de exemplares do museu foram afetados pelo incêndio.ebcebc

A fachada principal do Paço de São Cristóvão foi inteiramente restaurada. Neste momento, as obras estão ocorrendo nos blocos 2 e 3 do Palácio, contemplando serviços como proteção dos elementos que sobreviveram ao incêndio; proteção das escavações e prospecções arqueológicas; construção e impermeabilização de lajes de coberturas; regeneração de todas as alvenarias remanescentes. Em meados de 2024, está prevista a abertura da sala do meteorito Bendegó e da escadaria monumental no palácio histórico. A previsão da reabertura total do museu é 2028.

Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2023 - Bloco 1 do edificio do Museu Nacional, parcialmente reconstruido após o incêndio em 2 de setembro de 2018, na Quinta da Boa Vista, zona norte da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2023 - Bloco 1 do edificio do Museu Nacional, parcialmente reconstruido após o incêndio em 2 de setembro de 2018, na Quinta da Boa Vista, zona norte da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Bloco 1 do edifício do Museu Nacional, parcialmente reconstruido após o incêndio em 2 de setembro de 2018, na Quinta da Boa Vista, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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“A gente não quer fazer um museu igual ao que era. Queremos fazer um museu moderno, sustentável que promova o diálogo com a sociedade”, disse o professor Alexander Kellner, diretor da instituição. “O Museu Nacional, para ser reconstruído, precisa da sociedade. Por outro lado, temos a convicção de que a sociedade precisa do seu Museu Nacional de volta o quanto antes”.

Karajá

Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2023 - Ixyse Karajá,, segura o bracelete que pertenceu a seu filho falecido. Peça doada pelo povo Karajá para ajudar na recomposição do acervo do Museu Nacioanal. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2023 - Ixyse Karajá,, segura o bracelete que pertenceu a seu filho falecido. Peça doada pelo povo Karajá para ajudar na recomposição do acervo do Museu Nacioanal. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ixyse Karajá segura o bracelete que pertenceu a seu filho. Peça doada pelo povo Karajá para ajudar na recomposição do acervo do Museu Nacioanal. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Museu Nacional recebeu doação do povo Karajá de peças de sua cultura para ajudar na recomposição do acervo, perdido no incêndio de 2018. O cacique tradicional e pajé Sokrowé Karajá, da aldeia Santa Isabel do Morro, na Ilha do Bananal, em Tocantins, responsável pela doação, vai participar de roda de conversa no Festival Museu Nacional Vive .

O cacique já doou uma faca de ritual talhada em uma única peça de madeira, decorada com penas e plumas de pássaros, uma panela de cerâmica para ritual e um banco. Dessa vez, ele trouxe um cocar usado em festas e braceletes. “São objetos meus que estou entregando de coração de presente para o museu”, disse Sokrowé.

Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2023 - O cacique tradicional e pajé Sokrowé Karajá, da aldeia Santa Isabel do Morro, na Ilha do Bananal, em Tocantins; segura um bracelete. Peça doada pelo povo Karajá para ajudar na recomposição do acervo do Museu Nacioanal. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2023 - O cacique tradicional e pajé Sokrowé Karajá, da aldeia Santa Isabel do Morro, na Ilha do Bananal, em Tocantins; segura um bracelete. Peça doada pelo povo Karajá para ajudar na recomposição do acervo do Museu Nacioanal. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

O cacique tradicional e pajé Sokrowé Karajá, da aldeia Santa Isabel do Morro, na Ilha do Bananal, em Tocantins; segura um bracelete. Peça doada pelo povo Karajá para ajudar na recomposição do acervo do Museu Nacioanal. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

O historiador Crenivaldo Veloso, do setor de etnologia e etnografia do Museu Nacional, explicou que a principal proposta de reconstituição do acervo é estabelecer parcerias com as comunidades de origem dos materiais.

“A grande diferença é que as comunidades que produzem essas peças estão participando das escolhas, indicando quais peças devem ser enviadas para a instituição, quais narrativas podem ser apresentadas nas futuras exposições. Não tratamos como doação. Temos tratado essa experiência como compartilhamento porque eles estão compartilhando conosco suas histórias, memórias, ancestralidades”, disse Veloso.

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Festival

Marcando os cinco anos dos trabalhos para reconstruir o Museu Nacional, destruído por um incêndio em 2 de setembro de 2018, a instituição e os parceiros do Projeto Museu Nacional Vive (UFRJ, Unesco e Instituto Cultural Vale) promovem a edição 2023 do Festival Museu Nacional Vive a partir das 10h deste domingo (3). Será uma oportunidade para o público ver de perto os avanços na restauração do Paço de São Cristóvão.

Na Tenda Científica, pesquisadores de diversos setores do museu vão interagir com o público por meio de 30 atividades, incluindo exposição de acervos, relatos, jogos e painéis. Será possível saber mais sobre as diferentes coleções do museu, ter contato com seres vivos e preservados, e até conhecer o processo de digitalização de acervos, com demonstração ao vivo.

O projeto Meninas com Ciência também participa do encontro, oferecendo uma oficina com madeiras. Já a atividade O Resgate dos Acervos – O Museu que sobreviveu ao fogo vai apresentar o processo de salvamento de acervos, com a exposição de itens da forma que foram recuperados, também peças que já foram tratadas e limpas, assim como réplicas e equipamentos utilizados.

O Museu da Vida da Fiocruz traz a atividade Por Dentro de Nós, que apresenta o funcionamento do corpo humano e suas interações, por meio de modelos anatômicos, além de permitir ao visitante interagir com microscópios e lupas.

Para Juliana Sayão, diretora adjunta de integração Museu e Sociedade, é fundamental que a sociedade não esqueça o que aconteceu no Museu Nacional para que esse tipo de situação não se repita em outros aparelhos culturais do país.

“É importante o museu marcar nessa data que está próximo do público, trabalhando e querendo atuar junto com a sociedade. Cada vez que a gente tem contato com o público do Museu Nacional, a gente tem a oportunidade de reviver os momentos felizes que eram tanto para nós quanto para o público de compartilhar as atividades desenvolvidas no museu”, disse Juliana.

Festival Museu Nacional Vive

Domingo, 03/09 | Alameda das Sapucaias (Quinta da Boa Vista)

Tenda científica

Atividades educativas promovidas por diferentes setores do Museu Nacional/UFRJ
Das 10h às 16h

Tenda cultural

11h30 – Companhia Folclórica do Rio – UFRJ
13h30 – Unicirco Marcos Frota
15h30 – Roda de Samba com o Grupo Arruda

Rodas de conversa

0h – A Coleção Regional do Museu Nacional, com a Dra. Carla Costa Dias
12h30 – Povo Iny Karajá da Ilha do Bananal (Tocantins) + Pintura corporal e grafismos

Feira Junta local

10h às 17h30 – Produtores comercializando comida boa, local e justa

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