Resumo: Às vésperas das convenções partidárias, Lula acelera costuras para consolidar palanques no Senado em 2026, prioridade de sua gestão para manter governabilidade. Em estados-chave como Ceará, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas, as alianças vão tomando forma e definem o cenário para as alianças nacionais e os prazos de registro.
Ceará: no palanque cearense, Cid Gomes aceitou a missão de concorrer à reeleição ao lado de Elmano de Freitas (PT). O ex-governador Ciro Gomes (PSDB) deverá disputar o governo com o apoio do PL, ligado a Flávio Bolsonaro. A suplência ficará com Júnior Mano (PSB), consolidando a chapa majoritária do PT no estado.
Mato Grosso do Sul: Soraya Thronicke (PSB-MS) confirmou apoio à reeleição de Lula e sinalizou adesão a Vander Loubet (PT) como pré-candidato ao Senado. Para o Executivo, o PT mantém uma chapa “pura-sangue”: Fábio Trad assume o governo e Gilda Maria fica como vice, consolidando a base do campo democrático no estado.
Goiás: a combinação entre Adriana Accorsi (PT-GO) e Aava Santiago (PSB-GO) chegou a ser discutida, mas ambas indicaram a intenção de manter candidaturas à Câmara. Na prática, a aliança em Goiás passa por ajustes, e uma pesquisa recente do Real Time Big Data aponta apenas 5% para Luis César Bueno (PT) na corrida ao governo, aumentando a pressão por soluções competitivas até as convenções, entre 20 de julho e 5 de agosto, com o PT nacional formalizando Lula na convenção de 2 de agosto em São Paulo. O registro das candidaturas ocorre até 15 de agosto, e a propaganda eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto.
Minas Gerais: o cenário mineiro é visto como determinante para o ritmo da campanha. O deputado Patrus Ananias (PT-MG) foi apontado como futuro governador após uma rodada de negociações que contornou resistências internas, incluindo questionamentos de lideranças como Rodrigo Pacheco (PSB) e Marília Campos (PT). Embora a decisão ainda não esteja fechada, o PT de Minas espera um desfecho junto a Lula em breve, com a definição dos nomes que integram a chapa majoritária.
O panorama das convenções aponta que o caminho para 2026 passa por consolidar base no Senado, alinhar palanques regionais e cumprir prazos de registro. Enquanto os temas defendidos ganham forma, a prioridade é ampliar a governabilidade e fortalecer o campo democrático nos estados-chave.
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