Chegada de Dino à Bahia vai tratar de pacote de ações para defesa das fronteiras, diz Jerônimo

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), detalhou o encontro que ele terá com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, nesta quinta-feira (5), ressaltando ter boas expectativas para a reunião que vai selar um acordo para a elaboração de um pacote de ações de combate à escalada de violência na Bahia, em especial, às fronteiras do estado usadas por narcotraficantes para o contrabando de entorpecentes.

 

A declaração foi dada após o encontro entre o petista com deputados federais baianos, nesta quarta-feira (4), na Câmara dos Deputados, para tratar de emendas e demandas dos parlamentares, além de outros temas, como segurança pública.

 

“Teremos o ministro [Flávio Dino] pela segunda vez. Para depois não entenderem que é intervenção. O Dino já esteve lá [na Bahia] há dois, três meses, entregando equipamentos, e agora vai de novo. Ele vai inaugurar a nova sede da Polícia Federal, vai anunciar a criação de uma delegacia federal em Feira de Santana, e vai também assinar conosco um pacote de ações, inclusive, de defesa das nossas fronteiras”, destacou o deputado.

 

A Bahia é usada como fluxo para drogas que vêm do Norte, provenientes da Colômbia, e Centro-Oeste e Sul, provenientes do Paraguai. Dona da maior extensão litorânea do país, com três portos, o estado é estratégico para o tráfico de drogas e armas à Europa. Com isso, a região se torna alvo de facções que enxergam o potencial comercial do local.

 

Em 2022, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou apreensão recorde de quase 10 toneladas de drogas somente nas rodovias baianas.

 

Jerônimo também comentou sobre a verba de R$ 20 milhões de reais enviada pelo governo federal para tratar sobre a segurança pública na Bahia. Questionado sobre uma suposta insatisfação com o valor liberado, o governador disse ter requisitado uma verba superior – sem detalhar a quantia pedida-, mas que tem de “respeitar a hierarquia”.

 

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“Nós pedimos mais. Ele [presidente Lula] tem que atender 27 estados com o orçamento que ele pegou. Mas nós não vamos trabalhar com a corda no pescoço”, afirmou o governador, destacando a atenção dada pelo governo federal ao enfrentamento da escalada de violência na Bahia.

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