Após voto do relator para suspensão de promotor baiano acusado de grilagem, processo no CNMP é adiado

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) adiou a votação do processo contra o promotor de Justiça Rildo Mendes de Carvalho. O membro do Ministério Público da Bahia (MP-BA) é acusado de promover grilagem de terras no município de Barra, no oeste do estado. O possível crime teria ocorrido por meio de falsidade ideológica em concurso de pessoas, estelionato consumado e estelionato tentado. 

 

O relator do processo, conselheiro Antônio Edílio Magalhães Teixeira, votou favorável à aplicação da pena de suspensão do promotor por 90 dias. Além disso, em seu parecer determinou o encaminhamento de cópia do seu voto e correspondente acórdão ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para que o colegiado analise eventual inércia do poder judiciário baiano. 

 

Conforme o relator, o voto e acórdão também devem ser enviados à Procuradoria Geral de Justiça da Bahia (PGJ-BA). O conselheiro quer que a PGJ-BA avalie a necessidade e adequação de encaminhamento de projeto de lei à Assembleia Legislativa (AL-BA), de modo a incluir na Lei Orgânica do MP-BA as hipóteses de incidência da pena disciplinar de demissão para os membros vitalícios da instituição, de modo a adequá-la aos preceitos da Constituição Estadual.

 

No entanto, o julgamento foi adiado após pedido vista do conselheiro Engels Muniz. Conforme regimento interno do CNMP, o voto-vista deve ser apresentado em até 30 dias contados a partir da data da solitação, prorrogáveis uma vez por mais 30 dias. 

 

O parecer do relator é do dia 12 de setembro, mas foi publicado apenas nesta segunda-feira (30) no Diário Eletrônico. 

 

De acordo com o CNMP, ficou comprovado que entre julho de 2013 e agosto de 2015, Rildo Mendes de Carvalho atuou para que ocorresse o registro fraudulento de terreno rural em Barra, com área superdimensionada, correspondente a mais de 229 mil hectares, em nome da sociedade de advogados de titularidade de sua esposa, a advogada Danielle Nair Mendes de Carvalho.

 

AVOCAÇÃO

O processo administrativo disciplinar contra o promotor foi iniciado na Corregedoria do MP-BA em  2017, mas foi avocado pelo CNMP em 2018. 

 

Na decisão, o Conselho afirmou que tomou a competência da ação por conta da  “insuficiência da atuação do órgão correcional local” e diante da prerrogativa do CNMP para atuar nos referidos casos. A medida era para evitar alegações de contaminação do processo, vícios e eventuais nulidades.

 

Em outubro de 2021, o CNMP suspendeu por um ano o processo administrativo contra Rildo devido ao número de testemunhas arroladas em juízo na ação penal contra o promotor (veja aqui). 

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Caso Elisa Samudio: Justiça do Rio mantém prisão do goleiro Bruno

A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão do goleiro Bruno Fernandes de Souza após audiência de custódia neste sábado (9/5). O...

VÍDEO: Moradores flagram furtos de cabos subterrâneos na Pituba

Um grupo de homens foi flagrado furtando cabos de uma rede subterrânea na Avenida Manoel Dias da Silva, no bairro da Pituba, em...

Polícia fecha distribuidora de bebidas usada pelo tráfico no Entorno

Resumo: A Polícia Civil de Goiás desarticulou um esquema de tráfico que operava no Entorno do Distrito Federal, com base de venda em...