Jornalista demitido da TV Bahia que trocou acusações com diretor é nomeado na Polícia Civil da Bahia; lembre o caso

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O jornalista Hildázio Santana, que atuava como coordenador de esportes da TV Bahia e foi demitido da emissora após ser acusado de furto, está de casa nova. Ele foi nomeado para o cargo de assessor de comunicação social na Assessoria de Comunicação da Polícia Civil da Bahia. A novidade foi publicada na última sexta-feira (27) no Diário Oficial do Estado.

 

Depois da passagem pela TV Bahia, Hildázio foi contratado pela Record TV Itapoan e no ano passado chegou a compartilhar seu primeiro dia de trabalho na empresa. Ele publicou um vídeo em seu perfil no Instagram no momento em que chegava na TV Itapoan. “Vamos lá meu povo mais um dia de trabalho. Na verdade, é o primeiro dia, né?”, disse o jornalista.

 

Na época da sua demissão da TV Bahia, o jornalista revelou em entrevista ao Bahia Notícias no Ar que entrou com uma representação no Ministério Público por racismo contra Eurico Meira, então diretor de jornalismo da emissora, além de uma ação por calúnia e difamação (lembre aqui).  Eurico Meira, não compareceu à audiência de conciliação do processo (veja aqui).

 

RELEMBRE O CASO

À época, Hildázio divulgou em suas redes sociais um forte desabafo. Em um texto compartilhado com os seguidores no Instagram, o jornalista conta que foi chamado em uma sala pelo diretor de jornalismo da emissora, Eurico Meira, a quem tinha como um amigo dentro da empresa, e coagido a confessar um furto.

 

“Nunca pensei que em 20 anos na TV Bahia, eu iria viver um ato tão cruel por uma pessoa que estava ali para me apoiar. Uma pessoa que deveria ser exemplo no orientar, falar e no cuidar. O racismo é silencioso e desumano”, disse.

 

O objeto em questão seria uma cafeteira, que Hildázio conta no texto ter tirado de uma sala para outra, tudo isso dentro das dependências da emissora.

 

“Retirei uma cafeteira pequena de uma sala e coloquei em outra sala. A cafeteira não saiu da TV Bahia. Continua lá até hoje. No dia seguinte fui chamado pelo diretor de jornalismo porque as imagens mostravam eu saindo com o equipamento de uma sala para outra. Não coloquei dentro da sacola, nem de mochila, nem embaixo da camisa. Saí com ela nas mãos e por onde passei existiam câmeras mostrando tudo”, acrescentou.

 

O jornalista diz ter movido a cafeteira de lugar para se reunir em uma outra sala com os colegas de trabalho e por questão de tempo não colocou a máquina no antigo lugar.

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