Vereadores da federação PT-PCdoB-PV em Salvador alertam para possível “fuga de votos” para PSOL

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O “bate cabeças” pela candidatura de oposição em Salvador ainda tem gerado algumas “teses” entre os políticos do grupo. De acordo com mandatários que ocupam a federação formada por PT, PCdoB e PV, a ausência de nomes com traços ideológicos na disputa pela prefeitura pode gerar o reforço de outras legendas. 

 

A avaliação de vereadores com mandato e postulantes pelo grupo partidário é de que o movimento de não ter “candidatos de esquerda”, propicie o reforço na bancada do PSOL na Câmara soteropolitana. Ao Bahia Notícias, eles sugeriram que o movimento se daria por conta do “voto ideológico” ligado à esquerda, além do conhecido “voto de legenda”, que seria reforçado pela candidatura do PSOL na capital. 

 

Com uma candidatura já confirmada, o PSOL possui uma cadeira na Câmara, ocupada pela vereadora Laina Crisóstomo – Pretas por Salvador. O partido poderia então “atrelar” a candidatura de vereadores a majoritária. Entre os nomes cotados estão o dos ex-candidatos ao governo da Bahia, Kleber Rosa, e ao Senado, Tâmara Azevedo (relembre aqui). 

 

O embate entre o vice-governador Geraldo Jr. (MDB) e o deputado estadual Robinson Almeida (PT), além da deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), tem gerado uma forte “incerteza” em quem deve disputar um mandato em 2024. O entendimento seria que, com o avanço da possibilidade de Geraldo Jr. ser o escolhido, as chances de “avançar” com candidaturas de vereadores da federação cairiam. 

 

“Se temos o 13, iremos de 15?”, questionou um interlocutor ao apontar para o cenário da disputa. “Com esse movimento só iremos reforçar o PSOL, que terá uma candidatura de esquerda”, completou ao Bahia Notícias. 

 

Apesar das sinalizações, o senador Jaques Wagner (PT) disse que a escolha do candidato único da base do partido para a disputa à prefeitura de Salvador, nas eleições de 2024, não deve deixar nenhuma “cisão” e nem “rusga” entre os possíveis nomes e os seus grupos (relembre aqui). O presidente do Partido dos Trabalhadores, Éden Valadares, também negou qualquer “rachadura” (veja aqui). 

 

Com isso, a montagem das chapas de vereadores pelos partidos em Salvador pode ter algumas condicionantes. Uma delas, a do MDB, pode sofrer com a eventual candidatura a prefeito do vice-governador Geraldo Jr., ou não. O partido pode “ceder” o espaço para vereadores com mandato como contrapartida para liderar a candidatura na capital em 2024 pelo grupo político do governador Jerônimo Rodrigues. 

 

CENÁRIO DA CHAPA DE VEREADORES

Com ou sem uma candidatura a prefeito em Salvador, o Partido dos Trabalhadores deve abocanhar o maior número de candidaturas na chapa para vereadores, na capital baiana. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias com lideranças da legenda, o PT terá 18 das 44 candidaturas possíveis da federação com o PCdoB e o PV. 

 

A condição, segundo as lideranças, se daria pelo maior número de representantes na Câmara atualmente, com quatro nomes: Marta Rodrigues, Tiago Ferreira, Suíca e Arnando Lessa – este último ocupando a suplência de Maria Marighella. As filiações do governador do estado, Jerônimo Rodrigues, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam “reforçado” o coro do grupo para o maior número de candidaturas dentro da federação. 

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