Mais de 20 alunas vítimas de falsos nudes são ouvidas pela polícia

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Desde sexta-feira (3/11), as mais de 20 alunas vítimas de montagens de fotos nuas criadas por meio de inteligência artificial vêm sendo ouvidas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Nesta segunda-feira (6/11), mais cinco estudantes prestaram depoimentos, acompanhadas dos responsáveis.

O caso ocorreu no Colégio Santo Agostinho, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, local onde estuda a maioria das vítimas. Na terça-feira (7/11), é esperado o depoimento do diretor da escola.

A polícia identificou boa parte dos alunos suspeitos, entre 12 e 15 anos. Eles devem ser ouvidos a partir desta quarta-feira (8/11). Se confirmada a autoria do crime, vão responder como menores infratores, e podem receber uma medida socioeducativa, ficando até 3 anos privados de liberdade em alguma unidade de socioeducação.

A principal acusação contra os adolescentes que fizeram a montagem é descrito no artigo 241C, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA):

“Simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual.” Colégio “conscientizava” alunos Responsáveis e ex-alunos do Colégio Santo Agostinho cobram a expulsão e suspensão dos suspeitos e de quem compartilhou as imagens. Revoltados, eles ameaçam retirar os filhos da unidade se a direção não der um posicionamento.

“Sei que não é culpa do colégio o que um aluno faz isoladamente, mas é responsabilidade do colégio responder de acordo e proteger seus alunos. Certamente, vocês não vão manter na escola alunos que cometeram um crime contra outros alunos, né?”, questionou uma estudante, por meio das redes sociais.

Alguns responsáveis também lembraram que a escola costuma fazer ações de conscientização sobre o uso ético das redes sociais, mas não consideram a medida suficiente.

“Como ex-aluno e pai de uma aluna espero somente a expulsão sumária daqueles que criaram as fotos e, no mínimo, a suspensão daqueles que foram multiplicadores. Chega de palestrinha preventiva. Isso não funcionou. A punição deve ser severa, e o colégio tem o dever de agir com o máximo rigor. Não vamos deixar passar isso em branco”, afirmou um responsável para o g1.

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