Embratur estreia minidocumentário que apresenta o impacto positivo do afroturismo no Brasil

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No Mês da Consciência Negra, a Embratur lança, dentro da websérie “Turismo Transforma”, uma edição especial de três episódio em que apresenta o impacto positivo do afroturismo nas localidades em que este segmento tem se estruturado e recebe turistas estrangeiros. Nesta segunda-feira (6) a Agência publicou no Youtube o primeiro capítulo, que tem como pano de fundo a Festa da Nossa Senhora da Boa Morte, uma das mais tradicionais celebrações religiosas afro-brasileiras, realizada anualmente em Cachoeira, município do Recôncavo Baiano.

 

O minidocumentário, com cerca de 7 minutos, apresenta o festejo, sua história e importância cultural e religiosa para o povo negro brasileiro. A produção também detalha como o afroturismo, nesta região, contribui para a valorização dessas manifestações e movimenta a economia local, desde pequenos produtores rurais e artesãos a restaurantes, hospedagem e guias de turismo.

 

ASSISTA AO EPISÓDIO ‘TURISMO TRANSFORMA – ESPECIAL AFROTURISMO

 

 

Os demais capítulos serão divulgados ao longo do mês e abordarão os diferentes aspectos da cultura brasileira de matriz africana que podem ser acessadas pelo afroturismo, como a moda, a música, a dança e a culinária. Se no primeiro episódio, uma dos destaques está na participação de Dona Dalva do Samba e do escritor e compositor Clarindo Silva, nos demais episódios participam personalidades como o cantor e mestre de capoeira Tonho Matéria, o estilista Alberto Pitta e os membros da banda ÀTTØØXXÁ.

 

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, destaca que o afroturismo é um segmento prioritário na estratégia de diversificação dos produtos turísticos brasileiros no exterior. “Ao convidar para vir nos visitar os turistas interessados em conhecer a cultura, a história e a potência inovadora do povo negro brasileiro, estamos estimulando o resgate de nossa história, dando protagonismo à raiz africana da nossa cultura e de nossa identidade, e principalmente fortalecendo o afroempreendedorismo, gerando emprego e renda em diferentes regiões do país”, destacou Freixo.

 

Para o guia de turismo da cidade de Cachoeira, Davi Rodrigues, o afroturismo muda a vida tanto de quem visita os destinos, como de quem recebe os visitantes. “Além de abrir horizontes a quem visita os destinos, o afroturismo preserva as características ancestrais. As famílias vão criar meios de fazer iguarias, artesanato e, justamente, possibilitar essa cadeia tão importante que é a economia do turismo para ser desenvolvido em um plano coletivo envolvendo, não só a sede, mas todas as cidades ao entorno, as comunidades rurais e as quilombolas”, reforçou.

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